Riedel registra plano de governo em 4 eixos com foco em "qualidade de vida"
Documento organiza propostas em desenvolvimento humano, economia, infraestrutura e modernização do Estado

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira (4) seu plano de governo no sistema DivulgaCand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), responsável por reunir os registros de candidatura das Eleições 2026. O documento com 44 páginas apresenta a estratégia de gestão para um eventual segundo mandato e está estruturado em quatro dimensões estratégicas, que, segundo o texto, buscam transformar o crescimento econômico em melhoria da qualidade de vida da população sul-mato-grossense.
RESUMO
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O governador Eduardo Riedel protocolou seu plano de governo para as Eleições 2026 no sistema do TSE, apresentando estratégias para um segundo mandato organizadas em quatro dimensões: desenvolvimento humano, econômico, infraestrutura e gestão pública. O documento, chamado de "Carta Compromisso", cita resultados do mandato atual, como redução da extrema pobreza a 1,6%, e propõe metas como tornar o Estado carbono neutro até 2030 e expandir serviços de saúde, educação e segurança pública.
Na apresentação, Riedel afirma que o plano funciona como uma "Carta Compromisso" e sustenta que Mato Grosso do Sul encerra o atual mandato com indicadores positivos nas áreas econômica, social, ambiental e digital. Entre os resultados citados estão crescimento econômico superior à média nacional, redução da extrema pobreza para 1,6% da população, ampliação dos serviços públicos digitais e o compromisso de tornar o Estado carbono neutro até 2030.
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O documento também afirma que o desafio do próximo mandato não será apenas manter os avanços obtidos, mas ampliar sua abrangência e consolidá-los como política permanente, diante das transformações econômicas, tecnológicas, ambientais e sociais que afetam o Estado e o país.
Segundo o plano, o próximo ciclo de governo será organizado em quatro dimensões estratégicas complementares: pessoas e desenvolvimento humano; desenvolvimento econômico e competitividade; infraestrutura, cidades e sustentabilidade; e fortalecimento da capacidade de gestão do Estado. A proposta central é integrar essas agendas para converter crescimento econômico em oportunidades, inclusão e qualidade de vida para a população.
Pessoas no centro das políticas públicas
A primeira dimensão concentra propostas voltadas à proteção social, saúde, educação, segurança pública, cultura, esporte e inclusão produtiva.
Na saúde, o plano prevê consolidar a regionalização da assistência, ampliar a saúde digital e a telemedicina, fortalecer os hospitais de média complexidade e colocar em funcionamento o Hospital Regional do Pantanal. Também propõe ampliar consultas, exames especializados, integrar os sistemas de regulação e reforçar a vigilância epidemiológica e sanitária.
Na educação, Riedel propõe expandir o ensino em tempo integral, fortalecer a alfabetização e o ensino de matemática, ampliar a cooperação com os municípios, consolidar a educação profissional alinhada às demandas do mercado de trabalho, investir em tecnologia, robótica e inovação nas escolas e modernizar continuamente a infraestrutura da rede estadual. O plano também prevê ações para reduzir a evasão escolar e fortalecer a educação inclusiva.
Para a segurança pública, o documento propõe ampliar o uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime organizado, implantar o LABSEJUSP (Laboratório de Segurança Pública), fortalecer a atuação integrada das forças policiais e intensificar o combate aos crimes transfronteiriços. Também prevê ampliar a rede de proteção às mulheres vítimas de violência, expandir o programa Recomeços, implantar o Disque Violência LGBTQIA+, utilizar tornozeleiras eletrônicas e sistemas de alerta para agressores e integrar políticas de segurança com educação, esporte e assistência social.
Na área social, o plano estabelece a ampliação de programas voltados à inclusão produtiva, qualificação profissional e autonomia das famílias. Entre as metas estão a abertura de 600 novas vagas do programa MS Supera Mulher para vítimas de violência, criação de outra Casa Abrigo em Campo Grande, expansão do programa Cuidar de Quem Cuida, implantação do cadastro estadual da pessoa com deficiência, fortalecimento das políticas para idosos, pessoas com deficiência, indígenas e população em situação de rua, além da ampliação do abastecimento de água e saneamento nas aldeias indígenas.
Na cultura, o plano prevê restaurar e modernizar o Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), ampliar políticas de incentivo à economia criativa, integrar cultura e turismo, fortalecer o artesanato, o cooperativismo e desenvolver programas voltados à valorização das culturas indígenas e das comunidades tradicionais.
Para o esporte, uma das propostas é viabilizar o pleno funcionamento do Estádio Universitário Pedro Pedrossian (Morenão), além de manter e ampliar o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico, fortalecer o esporte educacional e comunitário, criar políticas de formação de talentos esportivos e ampliar ações voltadas à juventude e à inclusão social por meio do esporte.
Competitividade e nova economia
A segunda dimensão do plano reúne ações voltadas ao desenvolvimento econômico, inovação, indústria, agronegócio, turismo e geração de empregos.
O documento afirma que Mato Grosso do Sul deve aproveitar o período de transição da reforma tributária para consolidar sua competitividade nacional, mantendo políticas de atração de investimentos e fortalecendo o ambiente de negócios. Também prevê ampliar programas de inovação, fortalecer a Fundect, incentivar pesquisas aplicadas, atrair centros de desenvolvimento tecnológico e estimular o uso de inteligência artificial e novas tecnologias.
Na geração de emprego e renda, o plano propõe ampliar programas de qualificação profissional, dobrar os recursos do Voucher Transportador, expandir o Voucher Desenvolvedor, integrar capacitação às estratégias de atração de investimentos e fortalecer políticas voltadas à empregabilidade de jovens e grupos vulneráveis.
Para o agronegócio, as propostas incluem ampliar a conversão de áreas degradadas em áreas produtivas, expandir programas de irrigação, incentivar tecnologias da Agricultura 5.0, criar um Fiagro estadual, fortalecer a assistência técnica rural, ampliar investimentos na agricultura familiar, implantar rastreabilidade da bovinocultura e estimular pesquisa aplicada ao setor.
O plano também prevê fortalecer a indústria, ampliar a agregação de valor às cadeias produtivas, incentivar novos segmentos industriais e consolidar Mato Grosso do Sul como destino de turismo sustentável, ampliando roteiros culturais, gastronômicos, de natureza e de negócios.
Na agenda ambiental, o documento reforça a estratégia de bioeconomia e economia verde, com fortalecimento da MS Ativos Ambientais, incentivo aos mercados de ativos ambientais, economia circular e tecnologias de baixo carbono.
Infraestrutura e cidades
A terceira dimensão trata da infraestrutura logística, habitação, saneamento, energia e sustentabilidade.
Entre as metas estão elaborar o Programa Estadual de Logística e Transportes (Pelt), ampliar a malha rodoviária pavimentada, fortalecer corredores logísticos, expandir investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos, além de incentivar a aviação regional.
Na habitação, Riedel propõe ampliar o Programa Bônus Moradia, criar o programa MS Moradia para famílias de baixa renda, expandir ações de regularização fundiária, apoiar os municípios no planejamento urbano e direcionar programas habitacionais às regiões impactadas pelos grandes empreendimentos econômicos.
O plano também prevê ampliar investimentos em saneamento, universalizar o programa Ilumina Pantanal nas comunidades ribeirinhas, fortalecer a gestão regionalizada de resíduos sólidos, investir em drenagem urbana e estimular novas tecnologias para o setor.
Na área energética, o documento reforça a meta de consolidar Mato Grosso do Sul como referência nacional em transição energética, bioenergia e economia de baixo carbono.
Estado mais eficiente
Segundo o plano, a quarta dimensão reúne propostas voltadas à modernização da administração pública, transformação digital, governança e gestão orientada por resultados. O objetivo é fortalecer a capacidade de entrega do Estado, ampliar a eficiência dos serviços públicos e consolidar um modelo de gestão baseado em planejamento, inovação e integração entre as políticas públicas.
Ao concluir a apresentação, Eduardo Riedel afirma que o plano representa um compromisso de consolidar, entre 2027 e 2030, um novo ciclo de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, sustentado pelo tripé "Crescer, Incluir e Transformar". Segundo o documento, o propósito é combinar desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental, inovação e melhoria da qualidade de vida para a população.

