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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/03/2013 16:34

Ministro da Pesca defende "reforma aquária" no País e quer MS liderando

Josemil Rocha e Luciana Brazil
Com reforma agrária difícil em MS, Crivela propõe a reforma aquária (Foto: Marcos Ermínio)Com "reforma agrária" difícil em MS, Crivela propõe a "reforma aquária" (Foto: Marcos Ermínio)

O ministro da Pesca, Marcelo Crivella, defendeu nesta quinta-feira, no lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que seja implantada a “reforma aquária” e Mato Grosso do Sul lidere o processo de crescimento da produção de peixes no País. “O povo de Mato Grosso do Sul sabe o quanto é difícil a reforma agrária, mas podemos fazer a reforma aquária, para as pessoas produzirem peixes”, propôs ele.

Crivella destacou que só hoje foi lançado um contrato de quase R$ 1,1 milhão beneficiando 95 pescadores e pequenos produtores. “De R$ 1 milhão vamos chegar a R$ 100 milhões rapidamente”, previu o ministro da Pesca, salientando que o Banco do Brasil estará engajado nesse financiamento. “O superintendente do Banco do Brasil está animado, porque há grandes condições aqui”, acrescentou.

Para o ministro, há um grande potencial a ser explorado em Mato Grosso do Sul em razão da existência de grandes massas de água, como reservatórios de hidrelétricas. “Hoje estamos fazendo em águas privadas, mas nós vamos financiar produção em águas públicas. São milhões e milhões de hectares de água. Podemos pegar milhares de há de água e dar para as pessoas produzirem peixes”, apontou.

Entusiasmado com a idéia da “reforma aquária”, Marcelo Crivella lembrou que o Brasil importou US$ 1,3 bilhão em pescados no ano passado, valor que a cada ano está crescendo mais. “Temos muita água, bem dividida pelas regiões do País, temos 12 bacias hidrográficas extraordinárias e temos reservatórios públicos, estrutura, estradas que chegam lá. Temos só que colocar fábrica de ração, de beneficiamento e começar a produzir”, argumentou, acrescentando que o País tem mais de 250 grandes lagos com potencial para produção de peixe.

Observando que o Brasil é grande centro consumidor de peixe, embora ainda aquém do que é comido na Ásia e Europa, o ministro enalteceu o apoio que o governador André Puccinelli tem dado ao setor da piscicultura no Estado e exortou os empreendedores a aproveitarem as oportunidades que estão sendo abertas. “Que as empresas se animem, porque não tem mais imposto no peixe. E o peixe tem lucratividade extraordinária, com seis meses de engorda para o pacu e o tambaqui talvez um pouquinho mais”, incentivou.

Dados informados pelo ministro revelam que o Brasil só gera hoje 500 mil toneladas de peixe por ano. “Mas pode produzir 20 milhões de toneladas de peixe por ano e utilizando pouca água. Estou falando nem de 1% dos nossos reservatórios”, disse Crivella, lembrando que em um hectare de água é possível produzir 100 toneladas de peixe.

“Consumimos pouco peixe, mas somos grandes importadores. Precisamos acabar com isso, porque somos o País com maior quantidade de água doce do mundo. Importamos 1,3 bilhão de dólares, sobretudo salmão do Chile. Isso porque nossos meninos e meninas estão adorando comer suchi, sachimi, que agora podem ser feitos de tilápia (espécie africana, mas que está estabelecida aqui há décadas), que pode ser cultivado não só aqui, mas em outras regiões do Brasil”, enfatizou o ministro Marcelo Crivella.

Ponderou que o consumo brasileiro é baixo, oito quilos ao ano, abaixo da média ideal estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, mas voltou a defender o investimento. “Mato Grosso do Sul é peça fundamental para o Brasil se redimir dessa dívida. Temos uma produção pequena com tanta água à disposição. Aqui temo pintado, pacu, tambaqui, peixes deliciosos”, afirmou.

Dos peixes de Mato Grosso do Sul, Crivela elogiou principalmente o pacu, considerado por ele como “de excelente valor econômico e fácil manejo”.

Espécies exóticas - Indagado se esses projetos de piscicultura, que estão sendo lançados pelo Ministério da Pesca, não poderiam abrir caminho para a produção de espécies exóticas, as quais poderiam acabar indo para os rios, o ministro garantiu que não há esse risco. “Todos os projetos que são feitos pelo governo precisam de licença ambiental e o Ibama é sempre ouvido. Não há risco de espécies exóticas. E o Estado tem mais de 260 espécies, não precisa trazer de fora”, declarou a autoridade de pesca. “Todas as espécies são endógenas”, assegurou.
Na entrevista coletiva, o ministro também enalteceu o fato de Mato Grosso do Sul estar construindo o Aquário do Pantanal, em Campo Grande. “O Aquário é fantástico, sensacional. Não temos no Brasil outro e não há no mundo, em volume, aquário com 6 milhões de m3 de água”, destacou.

Para ele, o Aquário será importante nas áreas de turismo, pesquisa e preservação. “É preciso que nós brasileiros tenhamos compromissos de não permitir que essas espécies entrem em extinção. Além disso, o Aquário será um centro de pesquisa e banco genético”, disse o ministro. “Meu ministério fará parte disso, também com acordo de cooperação”, emendou.

 



Com todos esses recursos disponibilizados entre estas entidades e universidade UFGD,
onde está a UFMS neste momento, para tbm ser beneficiada com estes recursos e viabiliza-los para pesquisas e apoios científicos.
Não foi anunciado nenhum representante da mesma no evento.
 
jose mendes em 15/03/2013 07:14:03
Está certo o Sr. Ministro Crivela. A reforma aquaria deve ser estendida em forma de Programa para todo o Brasil. Do Rio Grande do Sul a Amazônia temos uma diversidade de peixes formidável. Acredito que um Convênio entre os Ministérios da Pesca, Minas e Energia e Meio Ambiente, pode criar mecanismos para melhor aproveitamento de nossas barragens e represas que geram energia eletrica para esse fim. Além disso, a agricultura familiar pode ser melhorada com o incentivo governamental da pesca.
 
Edino Camoleze em 15/03/2013 03:42:40
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