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Política

Movimentos sociais vão ao MPF denunciar leilão dos produtores

Por Leonardo Rocha | 20/11/2013 12:34
Kemp diz que confronto direto deve ser evitado e negociação retomada (Foto: Divulgação)
Kemp diz que confronto direto deve ser evitado e negociação retomada (Foto: Divulgação)
Caseiro diz que leilões é para proteger propriedades e não para matar índios (Foto: Divulgação)
Caseiro diz que leilões é para proteger propriedades e não para matar índios (Foto: Divulgação)

Integrantes de vários movimentos sociais irão hoje a tarde, a partir das 13h, no MPF (Ministério Público Federal) denunciar a realização de leilões por parte dos produtores rurais com o objetivo de contratar segurança privada para evitar as invasões em suas propriedades.

O vereador Zeca do PT ligou durante a manhã aos deputados do PT para convidá-los a participar do evento, que conta com a Funai (Fundação Nacional do Índio) e Fetems (Federação dos trabalhadores de educação de Mato Grosso do Sul).

O deputado estadual Cabo Almi (PT) destacou que esta ação dos produtores podem gerar interpretações erradas e representar uma ameaça aos indígenas.

“Se eles estão contratando segurança, isto se trata de uma falência do estado democrático e gera um ambiente de confronto, os índios se sentiram no direito de também se preparar para o conflito”, destacou o petista.

De acordo com o deputado, as duas partes não podem abrir mão do entendimento. “Que o governo federal estabeleça a ordem e evite que esta situação complicada seja transformada em tragédia”, apontou ele.

Pedro Kemp (PT) também ponderou que não é o momento de “acirrar os ânimos” e fazer um debate de acusação, já que os índios e produtores são vítimas nesta questão.

“Temos que retornar as negociações e evitar o confronto direto, os índios querem demarcar as terras com as próprias mãos e os fazendeiros assegurar sua propriedade, mas esta saída não resolve”.

Acusações – Já a deputada estadual Mara Caseiro (PT do B) fez um discurso tenso sobre os conflitos e repudiou os movimentos sociais que estão querendo apontar os produtores como “bandidos”, apenas porque estes querem proteger as suas terras e suas famílias.

“Nenhum produtor quer matar índio, eles estão acuados e querem defender suas propriedades, estão fazendo leilões para garantir a segurança, respeitamos os indígenas, eles não são inimigos”, afirmou ela.

Caseiro voltou a acusar o presidente da Fetems, Roberto Botareli, que afirmou que os fazendeiros querem contratar segurança para formar milícias e matar os índios.

“Ele falou isto com todas as letras, nem todos os produtores são ricos, a maioria tem pequenas terras e estão sem qualquer respaldo da lei e do Estado”, completou.

O deputado Zé Teixeira (DEM) voltou a cobrar o governo federal e a bancada petista para que possam pressionar a presidente Dilma Rousseff (PT).

“Estamos em um regime democrático em que todos somos iguais e devem respeitar a lei, mas está se fazendo injustiça com os produtores que estão tendo que deixar suas propriedades”.

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