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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

26/09/2018 09:59

MP apura nepotismo em nomeação de esposa e cunhada de prefeito

Marcelo Iunes assumiu o Poder Executivo em Corumbá em novembro do ano passado, após a morte do prefeito Ruiter Cunha

Aline dos Santos
Por meio da assessoria, Iunes nega nepotismo e aponta aptidão profissional.
(Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)
Por meio da assessoria, Iunes nega nepotismo e aponta aptidão profissional. (Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense)

A prática de nepotismo na prefeitura de Corumbá, a 419 km de Campo Grande, é investigada pelo MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O procedimento vai apurar a nomeação da esposa e da cunhada do prefeito Marcelo Aguilar Iunes (PTB). A primeira-dama Amanda Cristiane Balancieri Iunes foi nomeada para o cargo de secretária especial de Cidadania e Direitos Humanos.

Cunhada do prefeito, Glaucia Antonia Fonseca dos Santos Iunes assumiu o cargo de secretária municipal de Assistência Social. A instauração do inquérito civil foi publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial do Ministério Público.

O procedimento foi aberto pela 5ª Promotoria de Justiça de Corumbá, que atua na proteção do patrimônio público. O documento tramita em sigilo. Consulta ao Portal da Transparência da prefeitura de Corumbá mostra remuneração de R$ 12.480 para Amanda e Glaucia. O mês de referência do salário é agosto de 2018.

A prefeitura de Corumbá informou ao Campo Grande News que não se aplica nepotismo aos agentes políticos, conforme decisões reiteradas do STF (Supremo Tribunal Federal). “No caso concreto, as nomeadas possuem aptidão profissional para exercerem as funções”, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

Marcelo Iunes assumiu o Poder Executivo em Corumbá em novembro do ano passado, após a morte do prefeito Ruiter Cunha. Dois meses depois, Iunes nomeou o irmão Eduardo Aguilar Iunes, que é servidor concursado, para o posto de secretário de Governo. A nomeação teve vida curta: oito dias.

Na ocasião, o prefeito afirmou que não se tratava de nepotismo e que o irmão é seu assessor direto e, ao desistir na nomeação, preferiu que ele não ficasse “preso” à uma secretaria.



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