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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

09/01/2017 16:15

MS tem segundo maior índice nacional de servidores federais demitidos

Paulo Nonato de Souza

Na comparação proporcional, Mato Grosso do Sul é o estado com a segunda maior média de servidores federais demitidos pelo Governo Federal a bem do serviço público: 9,6 por mil servidores punidos, logo atrás do líder, o Amazonas, que aparece com média de 11,6 expulsões por cada mil servidores, diz o relatório do Ministério da Transparência e Fiscalização e CGU (Controladoria Geral da União), divulgado nesta segunda-feira (9).

De acordo com o levantamento do Governo Federal, entre 2003 e 2016 foram afastados 6.209 servidores em todo o Brasil, a maioria por acusação de corrupção. Desse total, 5.172 foram demitidos, 493 tiveram a aposentadoria cassada e 544 foram afastados de funções comissionadas. Somente no ano passado foram

Com um universo de 10.222 servidores públicos federais, Mato Grosso do Sul teve 128 demissões entre 2003 e 2016, enquanto o Amazonas, o líder na comparação proporcional, teve 255 demissões para um universo de 10.242 servidores. No total, o campeão de penas expulsivas foi o Rio de Janeiro, com o afastamento de 1.096 para um universo de 100.319 servidores públicos federais.

Ainda de acordo com o relatório, somente em 2016 o Governo Federal expulsou 550 servidores públicos, o número anual de expulsões mais expressivo desde 2003, 65% por acusação de corrução. Em 2015 esse percentual foi de 61,4%.

Abandono de cargo, faltas ou a acumulação ilícita de cargos vêm logo depois da corrupção como fatores motivadores de demissões. Proceder de forma desleixada no trabalho e a participação em gerência ou administração de sociedade privada também figuram entre as razões que mais afastaram servidores, mas vale ressaltar que os dados do relatório da CGU e do Ministério da Transparência não incluem os servidores de empresas estatais, como a Caixa Econômica, Correios e Petrobras.

Entre 2003 e 2016, os estados com número mais elevado de punições foram Rio de Janeiro (1.096), Distrito Federal (763) e São Paulo (667). As pastas com a maior quantidade de servidores expulsos foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (1.558), Ministério da Educação (1.031) e Ministério da Justiça e Cidadania (981).




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