“Não sou alvo, nem investigado”, diz ex-prefeito sobre operação da PF
Ação combate desvio de recursos públicos na reforma de praça em Corumbá
Ex-prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (MDB) afirma que não foi alvo da operação Independência, deflagrada nesta quarta-feira (dia 12) pela PF (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União).
“Esclareço que não sou alvo, nem investigado, na referida operação. Não tenho conhecimento, muito menos acesso, ao processo investigatório”, diz Paulo Duarte, em nota.
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Ele lembra que as situações investigadas ocorreram há sete anos. “Aguardo, de forma tranquila e serena, o desenrolar dos procedimentos e espero que os esclarecimentos necessários ocorram o mais rápido possível”.
Com oito mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande, a ação combate desvio de recursos públicos na reforma da Praça da Independência. A obra custou R$ 2.060.353,02, sendo R$ 1,6 milhão do PAC Cidades Históricas, programa do governo federal.
Em Campo Grande, equipes foram a edifício na Rua Antônio Maria Coelho, onde mora o ex-prefeito de Corumbá.

Segundo as investigações, grupo teria sido favorecido na celebração do procedimento licitatório, além de não ter entregue, ou ter entregue apenas em parte, a obra de reforma da Praça Independência. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Corumbá.
Os alvos das buscas são empresários e funcionários públicos ligados à administração de 2013 a 2016. Executada pela empresa C.C. Ferreira Lopes & Cia Ltda, que tem sede em Corumbá, a reforma da praça foi entregue em 29 de junho de 2016.
De acordo com a CGU, foram identificadas restrições à competitividade do certame, indicativo de fraude processual, falsidade ideológica e a existência de vínculos entre integrantes da empresa contratada e agentes públicos municipais diretamente relacionados com a contratação e a execução da obra. O pente-fino da corregedoria derivou de pedido do MPF (Ministério Público Federal).
A praça, com 11 mil metros quadrados, foi construída pelo paisagista francês Auguste François-Marie Glaziou, e na época, representou o status de modernidade para a “Cidade Branca”.