No último dia, militantes apostam na conversa para conquistar indecisos
Equipes de diferentes candidatos ocuparam cruzamento do Centro enquanto carreatas percorriam a cidade
A manhã de sábado (3), último dia de campanha antes do 1º turno da disputa eleitoral, levou militantes de diferentes candidatos e espectros políticos a compartilharem um dos cruzamentos mais famosos da cidade.
RESUMO
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Na manha deste sabado, ultimo dia de campanha do primeiro turno, militantes de diversos partidos ocuparam o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, em Campo Grande. Apoiadores de candidatos como Pedro Kemp, Viviane Luiza e Junior Coringa dividiram espacos para panfletar, pedir votos e dialogar com eleitores indecisos. A acao mobilizou cabos eleitorais e gerou grande movimentacao na regiao central da cidade poucas horas antes da votacao.
Na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, em Campo Grande, equipes de Pedro Kemp (PT), Viviane Luiza (PSDB) e Junior Coringa (MDB) se dividiram pelas extremidades da esquina para pedir votos.
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“Vamos ficar aqui enquanto tiver a militância. É o último dia, então a gente tem que conquistar todos os votos possíveis”, diz Fátima Lima, de 65 anos, eleitora do PT. Ela estava caracterizada com acessórios do partido e acompanhava a movimentação no cruzamento.
Apoiadora de Coringa, Socorro Matos, de 70 anos, afirma que estar na rua no último dia de campanha faz parte da política. "Sou mulher negra, da luta, sindicalista, mas não me aposento nunca [da militância], porque a política é a essência da vida", diz.
“Se a gente souber votar, [a gente] constrói o País que nós queremos”, afirma à reportagem.
Também no cruzamento e com bandeiras em mãos, cabos eleitorais e apoiadores de Viviane Luiza, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, buscam a mesma visibilidade no cruzamento famoso. Ceyd Morales, de 47 anos, que atua na campanha, concordou que ir para as ruas na véspera do pleito é a melhor oportunidade para influenciar eleitores indecisos.
“Até o último minuto a gente tem que ir atrás, conversar. O Brasil é isso, é diálogo, é democracia”, afirma. Ela espera que a votação ocorra sem violência e que os eleitores possam ir às urnas com tranquilidade.
Cover presidencial - No mesmo cruzamento, um eleitor chamava atenção pela semelhança com o candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Ao Campo Grande News, Jorge Silva, de 59 anos, relatou que usa figurino e trejeitos do presidente desde 2022 e defende o "vira-voto", como costuma ser chamada a abordagem a indecisos durante eleições.
"Sem duvidas, militante tem que ir pra rua. Muitas das eleições são decididas no dia", disse o eleitor, que também afirmou que ficará na região até o fim do dia em busca de quem ainda não definiu os candidatos.
A movimentação nas esquinas ocorreu no mesmo dia em que carreatas cruzaram Campo Grande. A de Fábio Trad (PSD) saiu das Moreninhas e terminou na Rua 14 de Julho; Eduardo Riedel (PSDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB), depois de um ato em Maracaju, tinham carreata prevista na Capital para a tarde.
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