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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

07/07/2009 12:11

Operação "desmonta" 1º escalão da prefeitura de Dourados

Redação

Com 11 secretarias, o primeiro escalão da prefeitura de Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, teve os titulares das principais pastas presos pela PF (Polícia Federal) durante a operação Owari (ponto final em japonês).

A investigação é referente a fraudes em licitações na área de Saúde, para privilegiar empresas do grupo de Sizuo Uemura, poderoso na região sul do Estado.

Até agora, 40 pessoas foram presas durante a operação que ainda esta em curso.

A lista oficial ainda não foi divulgada, mas já se sabe que foram presos o secretário de Saúde, Sandro Barbara; de governo, Darci Caldo; de Obras, Carlos Ióri; e Serviços Urbanos, Carlos Cantor (PR), que também é vice-prefeito da cidade. Também foram presos os assessores especiais Jorge Dauzacker - tido como braço direito do prefeito Ari Artuzi (PDT) durante a campanha eleitoral - e Márcia Fagundes.

Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Ari Artuzi fez reunião com restante da equipe e pediu empenho para que a cidade não pare. As prisões são provisórias, desta forma, a previsão inicial é que os secretários fiquem aos menos cinco dias impedidos de atuarem na prefeitura.

Ainda de acordo com a assessoria, foi acordado que o "braço direito" de cada secretária vai prosseguir com os trabalhos.

Após dois anos de investigações, a PF apurou a existência de organização criminosa que obtinha benefícios em contratos públicos. Conforme a polícia, a rede é composta por agentes políticos, servidores públicos, empresários e profissionais liberais.

André Tetila, filho do ex-prefeito Laerte Tetila, e o ex-secretário de Saúde do Estado, João Paulo Esteves, também estão na delegacia da PF.

Ao todo, foram expedidos 42 mandados de prisão em Dourados, Campo Grande, Naviraí, Ponta Porã, além de Guaíra e Umuarama (no Paraná).

Em Naviraí e Ponta Porã, a administração estadual também sofreu baixas. Na primeira cidade, foi preso o presidente da Câmara, o vereador José Gallo (PDT). Já em Ponta Porã, foi preso o vice-prefeito Eduardo Campos (DEM).

O esquema envolvia os empresários Sizuo Uemura e sua esposa, Helena, que também foram presos. Uemura tem concessionárias, monopoliza os serviços funerários na cidade. Eduardo Uemura, Dinho Uemura e dois funcionários da Pax, identificados com o "Polaco" e "Angela", também foram presos.

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