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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/03/2016 19:31

Órgãos se calam diante de citação de Delcídio sobre "Lama Asfáltica"

Michel Faustino

O Ministério Publico Federal, Ministério Público Estadual e a Polícia Federal decidiram não se manifestar a respeito das declarações do senador Delcídio do Amaral (sem partido) contidas em delação premiada homologada nesta terça-feira (15) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador afirmou que Operação Lama Asfáltica, desencadeada em Mato Grosso do Sul no ano passado, investigou apenas partes de um esquema fraudulento e “aparentemente vem enfrentando dificuldades para avançar nas investigações".

Procuradas, as assessorias de imprensa dos órgãos alegam que a Operação Lama Asfáltica segue em sigilo e nenhum dos membros, tanto da PF quanto do MPF e MPE, poderiam comentar sobre o assunto ou mesmo rebater as declarações do senador Delcídio. Que, inclusive, revelou um suposto esquema entre entre o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o ex-governo André Puccinelli (PMDB) e o ex-secretário Edson Giroto (PR).

Mesmo informando de antemão que os órgãos não iriam se manifestar, as assessorias pediram que a solicitação de informações fosse formalizada, via e-mail. Nenhum respondeu até o fechamento deste texto.

No anexo 10 da delação, Delcídio conta de um acordo ilícito, feito entre os três citados, para descentralizar os investimentos federais em Mato Grosso do Sul, facilitaria a arrecadação de propina.

Delcídio afirmou na delação que ficou sabendo do esquema pelo ex-secretário Giroto, que era responsável por operacionalizar a descentralização de investimentos vindos da União. Ainda de acordo com o documento, a propina arrecadada era repassada aos partidos PR e ao PMDB, através de Alfredo Nascimento, que mantinha um bom relacionamento com a bancada da PR.

Operação - A Lama Asfáltica foi desencadeada em julho do ano passado, investigando contratos de R$ 45 milhões, que teriam provocados prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos. A ação, deflagrada pelo MPF, PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, e que depois resultou na criação de uma força-tarefa do MPE, mira empresas de pavimentação, coleta de lixo e construção de estradas.



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