Oshiro quer debate qualificado e defesa de contrarreforma tributária no Senado
Candidato pelo Novo levará demandas dos empresários e representará cultura japonesa

Foi a busca para combater medidas que prejudicavam os empresários campo-grandenses que levou o advogado tributarista Roberto Oshiro (Novo) a disputar a primeira eleição em 2012. Mais de uma década depois, o diretor-secretário da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) é candidato ao Senado para defender uma contrarreforma tributária.
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Em entrevista ao Campo Grande News, na manhã desta terça-feira (22), Oshiro lembra que, durante toda a tramitação da reforma tributária no Congresso, os setores empresariais sentiam a dificuldade da defesa dos interesses. Segundo eles, os próprios parlamentares não entendiam o assunto para fazer o contraponto no plenário.
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"Começamos a falar, a gente precisa qualificar melhor os nossos representantes. Então, nós lançamos alguns deputados federais em alguns estados e eu vim ao Senado no Mato Grosso do Sul para a gente poder fazer uma contrarreforma, porque, senão, a gente vai ter um aumento de custo muito grande para a população e fechamento de pequenas e microempresas", detalhou.
Para isso, o candidato ao Senado já tem uma estratégia traçada. Segundo ele, o primeiro passo é prorrogar a validade da reforma.
"A gente tem proposta de curto, médio e longo prazo. Então, no primeiro semestre a gente precisa de ar. Aí depois temos que construir ambiente político para fazer uma reforma realmente significativa que vá facilitar a vida de todo mundo e reduzir impostos sobre a população. Isso só é possível se a gente fizer uma reforma administrativa antes para cortar as despesas. Não tem como você reduzir a carga tributária se você não cortar a despesa", completou.
Oshiro acredita que, para conseguir avançar nas bandeiras tributárias, é preciso voltar à normalidade institucional, o que, segundo ele, passa por impeachment de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). "Porque não adianta nada o Congresso aprovar uma lei, e depois vem um ministro do STF numa decisão monocrática e derruba tudo, a vontade do Congresso é a vontade da população expressa ali", afirma.
Ele conta que esse pacto foi firmado no momento em que oficializou a candidatura, já que os candidatos do partido assinam um termo de compromisso de que votarão a favor de um impeachment de um ministro do STF.
"Os excessos praticados, abusos praticados por alguns dos poderes, eles não podem acontecer, porque senão a gente não tem segurança jurídica no país, que é o que tá acontecendo. E está lá na Constituição Federal, quem tem esse poder é o Senado", completou.
O candidato já tem, inclusive, um esboço de projeto de lei que visa dar agilidade à tramitação dos pedidos de impeachment. A proposta é alterar o regimento interno da Casa, para que os pedidos não dependam do presidente do Senado para ser pauta. "Você tem hoje centenas de pedidos de impeachment engavetados na mesa diretora, que não vão para frente", criticou. Para Oshiro, o pedido deve ser pautado quando tiver apoio da maioria dos senadores.
"Eu acredito que, se a gente tiver impeachment de um ministro do STF, as coisas voltam à normalidade institucional, não vai ter mais excesso de poderes e a gente precisa depois pautar outras questões importantes", finalizou.
Raízes - Além de defender o interesse dos empresários, o advogado também carrega outra representatividade em sua candidatura: a cultura japonesa. Oshiro é nikkei, termo usado para descrever os emigrantes do Japão e seus descendentes nascidos em outros países.
"A gente tem uma das maiores comunidades japonesas fora do Japão. Inclusive, eu sou de Okinawa também, e a maior comunidade de Okinawa fora da ilha de Okinawa é aqui em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A gente precisa aproximar isso. E o que eu acho que a cultura japonesa traz para o nosso país são esses princípios de ética, de responsabilidade, de trabalho, de seriedade, de honra, de fazer a coisa certa, de se esforçar ao máximo", explicou.
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