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Política

Para fechar a Assembleia, deputados voltam atrás e terão recesso de 14 dias

Deputados citaram os casos positivos de covid no prédio e a apreensão dos servidores

Por Leonardo Rocha | 15/07/2020 11:00
Deputados durante sessão virtual da Assembleia Legislativa (Foto: Divulgação - ALMS)
Deputados durante sessão virtual da Assembleia Legislativa (Foto: Divulgação - ALMS)

Com seis casos confirmados de covid, sendo dois deputados e quatro servidores, os parlamentares revolveram voltar a trás e aprovar o recesso parlamentar de 14 dias, para que neste período haja uma desinfectação do prédio e fechamento da Assembleia Legislativa.

Desta forma o recesso parlamentar começa a valer na próxima semana. A proposta teve adesão da maioria dos deputados, com um voto contrário de Renan Contar (PSL). A ideia foi colocada em plenário pelo deputado Zé Teixeira (DEM). Os parlamentares disseram que os servidores da Casa de Leis estão “apreensivos” com o surgimento de casos positivos no local.

Antônio Vaz (Republicanos) justificou que o recesso neste momento seria uma forma de evitar a “disseminação da doença” no local. Já José Carlos Barbosa (DEM) citou que o Estado e Campo Grande está neste momento no “epicentro” da doença, por isso necessário esta mudança de planos.

Os deputados disseram que ficarão em “plantão”, podendo fazer sessões extraordinárias durante o recesso, para votar projetos importantes e de emergência durante este período. “Estaremos prontos para votar de forma virtual, se houver necessidade”, disse o 2° secretário, o deputado Herculano Borges (SD).

O vice-presidente da Assembleia, o deputado Eduardo Rocha (MDB), disse que os parlamentares precisam ficar em “alerta” para votar projetos de urgência, neste período de recesso. “Existe uma aflição dos servidores e pelo agravamento da pandemia, voltamos atrás para fazer o recesso”.

O deputado Paulo Corrêa (PSDB), presidente da Assembleia, explicou que com a decisão do plenário, os parlamentares começam o recesso a partir da semana que vem e voltam aos trabalhos no dia 3 de agosto. Se precisar, serão convocadas sessões extraordinárias neste período.