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25/06/2014 17:03

Partidos filtram candidaturas para evitar desgastes com "ficha suja"

Ludyney Moura
Lei da ficha limpa ainda não como a gente sonha, afirma Eron Brum (Foto: Arquivo Pessoal)"Lei da ficha limpa ainda não como a gente sonha", afirma Eron Brum (Foto: Arquivo Pessoal)

Os principais partidos, que vão disputar o comando do governo do Estado nas próximas eleições, fizeram um filtro nas candidaturas para evitar "fichas sujas". Para evitar repercurssão negativa na campanha ou veto, eles garantem que nenhum postulante está na lista divulgada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) com os nomes dos gestores impedidos de disputar eleição com na lei da Ficha Limpa. De acordo com o órgão federal, a lista não se configura como declaração de inegibilidade, mas é usualmente o principal recurso para que os Tribunais Eleitorais neguem o registro de candidaturas.

Para o presidente regional do PT, e prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, a nova legislação, que já valeu para as eleições de 2012, não deixa dúvidas. “A lei é clara. E precisamos ter um cuidado muito simples. Se alguém tiver condenação, em caráter definitivo, por um colegiado, não pode disputar o pleito. Nós estamos atentos a isto”, apontou o petista, que este aposta na pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral par suceder o governador André Puccinelli (PMDB).

Adversários diretos do PT, os presidentes do PMDB, deputado Junior Mochi, e do PSDB, deputado Márcio Monteiro, alegam que a análise dos pré-candidatos está a cargo das assessorias jurídicas dos diretórios.

“Se nossa assessoria apontar alguma irregularidade, vamos ver se ela é sanável ou insanável. De qualquer forma, vamos tomar todo cuidado para fazer o registro até 5 de julho apenas dos candidatos ficha limpa”, argumentou Mochi. Já Márcio Monteiro, afirmou à reportagem que "preliminarmente' nenhum pré-candidato tucano, incluindo o postulante ao governo, deputado federal Reinaldo Azambuja, possui problemas de condenação judicial.

Na opinião do cientista político Eron Brum, a Lei da Ficha Limpa terá papel importante nas próximas eleições. “Ela já é uma realidade e já influenciou em 2012, quando muitos políticos não puderem se candidatar por problemas de condenação. Será bom para o eleitor, já que qualquer pessoa vai poder acessar a ficha do seu candidato. E um caminho fácil é a pessoa digitar em qualquer site de busca na internet o nome de seu candidato seguido da expressão 'acusado de'. Isso também será muito divulgado pelas redes sociais”, disse Brum.

O cientista político também acredita que a legislação em questão ainda pode ser mais decisiva após o período das convenções partidárias. “A Lei da Ficha Limpa não é como a gente sonha, mas já é um começo. Ela está transcendendo seu objetivo inicial de verificar o passado do candidato. Mato Grosso do Sul, por exemplo, deixou de ser o primeiro no ranking de prefeitos cassados, para o terceiro lugar. Isso mostra que a lei já está valendo”, finalizou Eron Brum.

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