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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

05/08/2014 16:06

PF investiga falsificação de assinaturas e cumpre mandado no PSD

Priscilla Peres, Edivaldo Bitencourt e Ludyney Moura
PF esteve no diretório do PSD em Campo Grande para analisar documentação do partido. (Foto: Marcelo Calazans)PF esteve no diretório do PSD em Campo Grande para analisar documentação do partido. (Foto: Marcelo Calazans)

A Polícia Federal investiga a falsificação de assinaturas para apoiar a criação do PSD (Partido Social Democrático) em Mato Grosso do Sul. Os agentes estiveram, na tarde de hoje, na sede do partido para averiguar in loco a documentação e a lista de apoaidores que constam na criação da legenda, que é presidida no Estado pelo candidato a senador, empresário e dono do Correio do Estado, Antônio João Hugo Rodrigues.

Segundo o delegado Dante Pegoraro, da Polícia Federal, foi uma coincidência a ação ocorrer durante o período eleitoral. “Infelizmente é uma coincidência ocorrer em tempo de campanha eleitoral”, ressaltou.

Para evitar chamar a atenção, ainda conforme o policial, foram usadas duas viaturas descaracterizadas na operação. “A ação foi discreta para não confundir com ação eleitoreira”, destacou.

Delegado diz que ação coincidiu com eleição, mas não tem caráter eleitoral (Foto: Marcelo Calazans)Delegado diz que ação "coincidiu" com eleição, mas não tem caráter eleitoral (Foto: Marcelo Calazans)
Ação de vândalos pode ser vista na fachada da sede regional do PSD. (Foto: Marcelo Calazans)Ação de vândalos pode ser vista na fachada da sede regional do PSD. (Foto: Marcelo Calazans)

O delegado contou que o inquérito começou em 2011. O PSD, criado pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teria falsificado assinaturas para obter o número mínimo de apoio para criar o partido.

Em Mato Grosso do Sul, o PSD é presidido por Antônio João, que é candidato ao Senado. “Nós viemos coletar informações do que ocorreu em Mato Grosso do Sul, não estamos investigando o candidato”, frisou o delegado.

A assessoria do PSD informou que as investigações não se referem às eleições deste ano.

Antônio João foi procurado para falar sobre a investigação feita Polícia Federal, mas não atendeu nem retornou às ligações feitas no telefone celular. 



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