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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/07/2010 10:22

Prefeito de Sete Quedas recorre e alega inocência

Redação

O prefeito de Sete Quedas, Sérgio Roberto Mendes (PDT), garante ser inocente das acusações de improbidade administrativa, feitas pelo MPE (Ministério Público Estadual).

Ele já fez contato com seus advogados e deve entrar ainda esta semana com recurso contra o bloqueio de seus bens.

O bloqueio também atingiu o diretor de Compras da prefeitura, o presidente do Grupo Executivo de Licitações, o ex-secretário municipal de Finanças e o ex-prefeito, Paulo Ferreira de Souza, além de seis comerciantes e de oito empresas.

Segundo os promotores do MPE, mercadorias eram compradas pela prefeitura, mas nunca entregues. O prefeito nega que isso tenha acontecido.

"A gente só compra mercadoria mediante entrega, podem ter acontecido erros burocráticos, como erros de lançamento de dados, mas somos inocentes destas acusações. Vamos fazer nossos esclarecimentos e mostrar a verdade", garantiu Sérgio Mendes.

Segundo o Ministério Público, a prefeitura usou o dinheiro do Fundo Municipal de Saúde para realizar compras de produtos alimentícios em quantidade totalmente incompatível com o gasto real do setor.

Um exemplo é a compra feita para suprir os gastos do primeiro semestre do Hospital Municipal, que tinha em média 9 pacientes internados. Foram comprados 3.175 quilos de arroz, 3.549 quilos de açúcar, 1.560 óleos de soja, 3.562 quilos de carne bovina e de frango.

"Também, foram constatados o pagamento de aluguel, por mais de quatro anos, de um imóvel para abrigar um Posto de Saúde que nunca funcionou, além de emissão de notas por empresas inexistentes ou localizadas em território paraguaio", aponta o Ministério Público.

O grupo também é acusado de comprar R$ 74.178,59 em material de escritório de empresa que nunca foi do ramo e já tinha encerrado suas atividades e vendido todo seu estoque.

O gasto seria de 12 mil reais por mês, durante seis meses. No entanto, com a suspeita de fraude e apresentação de notas frias, o acordo foi suspenso a partir da segunda parcela.

Ainda com notas fantasmas, a prefeitura teria tentado comprovar gastos de R$ 94.588,19.

"Em uma delas, foi verificado que parte do dinheiro desviado, ou seja, R$ 5.289,90, foi utilizada pelo ex-prefeito Paulo Ferreira de Souza para a quitação parcial de multas aplicadas pelo Tribunal de Contas, por atos praticados durante sua gestão", garante o MPE.

Uma terceira ação seria por desvio de R$ 6.003,80, para patrocinar uma festa de formatura em que o Prefeito Municipal Sergio Mendes era o Patrono da Turma.

O prefeito diz entender o trabalho do Ministério Público, que é de fiscalização das contas, mas garante que a prefeitura está sendo bem administrada.

"Temos 12 frentes de obras, nunca tivemos em uma situação tão boa no município, que é uma cidade de fronteira e tem vários problemas, principalmente na Saúde. O Ministério Público está no papel dele, existem cobranças, mas estamos exercendo nosso mandato com honestidade e esforço.

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