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Política

Prefeitura e Câmara estudam revitalização de imóveis tombados

Estudo da prefeitura é sobre os imóveis tombados, mas vereadores querem apontar novos prédios para a lista

Por Caroline Maldonado | 13/08/2021 08:26
Prédio do antigo Colégio Oswaldo Cruz, na Avenida Noroeste. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Prédio do antigo Colégio Oswaldo Cruz, na Avenida Noroeste. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Imóveis tombados da Capital passarão por um estudo para revitalização e valorização pela Prefeitura de Campo Grande. Os vereadores criaram uma comissão para acompanhar o levantamento e já têm algumas ideias em mente, como o uso dos imóveis por setores da prefeitura, projetos culturais e até desapropriação.

A comissão é presidida pelo vereador Valdir Gomes (PSD). Também fazem parte do grupo os parlamentares Ayrton Araújo (PT) e Ronilço Cruz, conhecido como Guerreiro.

O estudo da prefeitura é sobre os imóveis tombados, mas os vereadores querem apontar outros prédios que fazem parte da história da cidade para entrar na lista do patrimônio histórico e cultural.

Hotel inaugurado em 1954 e fechado em 2020, após 60 anos de funcionamento, é preservado pelos proprietários (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Hotel inaugurado em 1954 e fechado em 2020, após 60 anos de funcionamento, é preservado pelos proprietários (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Os parlamentares trabalham em um levantamento para, então, realizarem uma audiência pública e discutirem o tema, segundo Valdir.

“O antigo Colégio Oswaldo Cruz, por exemplo, está abandonado. Ali, poderia abrigar um projeto meu de reforço escolar. Vamos fazer esse estudo e discussão para preservar a memória, a cultura e não deixar os prédios abandonados”, comenta o vereador sobre o prédio que, segundo o parlamentar, foi doado à Santa Casa de Campo Grande.

Segundo o vereador Ronilço, alguns prédios não tombados também podem entrar no estudo, como é o caso do Hotel Gaspar, na Avenida Mato Grosso, que apesar de não estar em funcionamento é preservado pelos proprietários.

Outros que os vereadores pretendem avaliar são o prédio que já foi posto de saúde e laboratório central, mas hoje está abandonado na Avenida Calógeras, segundo Valdir, e até um prédio particular na Rua Barão do Rio Branco, que não está abandonado, pelo contrário, abriga uma empresa.

“Vamos conversar com a secretaria de cultura, o órgão responsável pelo patrimônio do Estado e do Município e ver quais foram tombados e quais precisam ser tombados para, então, dar uma destinação, como, por exemplo, a casa na Avenida Calógeras com a Rua Barão, onde hoje funciona uma autoescola. Não temos nada contra, mas ali poderia ser desapropriado para colocarmos um projeto cultural", comenta Ronilço.

Vereador Valdir Gomes (PSD), que preside comissão para acompanhar estudo de revitalização de imóveis tombados. (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)
Vereador Valdir Gomes (PSD), que preside comissão para acompanhar estudo de revitalização de imóveis tombados. (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)

O vereador acredita que ali poderia ser uma biblioteca moderna, com gibis, tecnologia, livros, internet, livros em formato digital. "Essa é uma das ideias, mas temos outras que serão discutidas”, destaca Ronilço.

A ideia é “discutir novas finalidades para não destruir o passado e dar o direito às gerações futuras de conhecerem a memórias dos locais e a história de pessoas que passaram e sonharam ali”, nas palavras do vereador Ronilço, entusiasta da cultura e leitura.

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