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Política

Prefeitura está na fase de "sondagem" sobre compra de vacina, diz secretário

Secretário de Saúde explicou que foram feitas propostas porém nenhuma foi formalizada ainda

Por Ana Paula Chuva e Clayton Neves | 26/02/2021 13:16
Preparação da vacina para imunização de idoso no Parque Ayrton Senna. (Foto: Paulo Francis)
Preparação da vacina para imunização de idoso no Parque Ayrton Senna. (Foto: Paulo Francis)

A prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal Saúde), já está fazendo sondagem para compra de doses de vacina contra a covid-19, após a liberação do STF (Supremo Tribunal Federal).  O preço da dose pode chegar aos US$15, o equivalente a R$ 83,70,  porém não há nenhuma proposta formalizada ainda.

De acordo com o secretário de Saúde, José Mauro Filho, foram feitas propostas aos laboratórios para compras de doses das vacinas Astrazeneca/Oxford e da  Sputinik, que será produzida por um laboratório argentino.

“Não há nenhuma proposta formalizada ainda. Houve uma proposta e foi solicitada a formalização dessa venda, mas ainda não aconteceu”, disse José Mauro.

Segundo secretário, essa compra pode ser feita através de consórcio inclusive e os valores variam de US$ 8,75 a US$ 15 a dose.

“São informações informais ainda. Não houve nenhuma apresentação ainda. São propostas bem informais. Por enquanto estamos questionando como será a parte da validação para transporte, temperatura e forma correta para armazenamento e como será feito o pagamento dessas doses”, explicou o secretário.

Doses de vacina sendo preparadas para distribuição nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)
Doses de vacina sendo preparadas para distribuição nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)

José Mauro lembrou ainda que apesar da liberação do STF para essa compra direta existem dificuldades que precisam ser levadas em consideração.

“Não estamos falando da compra de um equipamento ou teste rápido. É um imunizante novo e que pode ter efeitos colaterais como qualquer outro. Precisamos ter uma regulamentação de como isso vai funcionar. ”, afirmou o titular da Sesau.

“Toda vez que chega um lote de vacina importada precisamos saber de que forma vão processar a verificação para saber se o lote está dentro do parâmetro exigido, e quem faz essa verificação é o fabricante. Depois da certificação esse imunizante é avaliado, rotulado e só então distribuído. Uma vez que o município compra essas doses quem vai certificar isso?”, completou José Mauro.

347 mil - Em janeiro o prefeito Marquinhos Trad (PSD) chegou a enviar um documento para o Instituto Butantan formalizando a intenção de compra de 347 mil doses da Coronavac. No entanto o acordo foi cancelado, pelo Instituto, dias depois.

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