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Capital

"Queremos comprar", diz prefeito após decisão do STF sobre vacinas

Segundo o prefeito, se necessário, oCapital tem dinheiro em caixa para comprar os imunizantes

Por Adriano Fernandes e Clayton Neves | 24/02/2021 20:47
Prefeito Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Kisie Ainoã)
Prefeito Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Kisie Ainoã)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) confirmou que a quantidade de vacinas contra a covid-19 recebidas pela Campo Grande, ainda está abaixo do necessário, mas ressaltou que a prefeitura tem dinheiro em caixa para comprar novas doses, caso a o Governo Federal não consiga garantir a distribuição de novas remessas.

“A quantidade repassada está bem aquém da expectativa do nosso planejamento, mas é melhor do que nada. Enquanto estiver chegando, ainda que em número pequeno, será bem-vindo. Nós vamos continuar tornando a imunização cada vez mais eficiente e rápida para a Capital continuar sendo um dos primeiros lugares do País quanto a eficiência da organização e planejamento da vacinação”, comentou o prefeito, durante o lançamento do calendário esportivo da Capital para 2021, na noite desta quarta-feira (24).

Campo Grande recebeu, desde o início da vacinação, no dia 18 de janeiro, 76.124 doses. Para primeira aplicação foram reservadas 34.342 das quais 21.624 foram aplicadas. O índice de paciente que receberam a segunda dose ainda é baixo. Das 16.993 doses, 9.067 foram aplicadas.

Marquinhos também disse ser favorável à decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que, nesta terça-feira (23), autorizaram que estados e municípios pudessem comprar e fornecer os imunizantes à população.

“Se a União não conseguir manter a distribuição por conta de entraves burocráticos, por que aquelas cidades que têm o valor para ajudar a população, não poderiam adquirir a vacina? Existem órgãos de controle, tudo pode ser visto, acompanhado e fiscalizado. Campo Grande tem o dinheiro guardado, queremos comprar”, conclui.

Conforme a decisão do STF, a negociação dos governos locais com os laboratórios só pode ocorrer caso o Governo Federal descumpra o Plano Nacional de Vacinação ou se a programação da União não for suficiente para imunizar a população de determinada região.

Nova remessa -  Mesmo com a chegada de 35.700 imunizantes, no final da tarde desta quarta-feira, a Saúde ainda não sabe como será a distribuição da remessa entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Nessa nova remessa a maior parte será da vacina fabricada pelo laboratório Astrazeneca/Oxford, sendo 22.500. As outras 13.200 são do imunizante Coronavac, parcela dos 1,2 milhão de doses disponibilizadas pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde.

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