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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

19/02/2015 11:38

Prefeitura informa à Câmara contratos de R$ 91 milhões para tapa-buraco

Aline dos Santos e Kleber Clajus
Câmara aguarda dados completos no dia 26. (Foto: Kleber Clajus)Câmara aguarda dados completos no dia 26. (Foto: Kleber Clajus)

Com promessa de encaminhar documentos sobre o serviço tapa-buracos até dia 26 à Câmara Municipal, a prefeitura de Campo Grande enviou uma tabela prévia em que informa 34 contratos no valor de R$ 91.426.124,21. Contudo, o documento não menciona o quanto foi executado nem o período.

O relatório traz valores iniciais e números dos contratos firmados entre 2010 e 2012. Conforme a prefeitura, o tapa-buracos e fornecimento de CBUQ (massa asfáltica) são “remanescentes de administrações anteriores”. O poder público informa que a atual administração somente deu sequência às contratações existentes.

As prestadoras do serviço foram: Wala, Eneparv, Pavitec, Diferencial, Asfaltec, Anfer, Usimix, Selco, Gradual, Santa Cruz, LD, Proteco, Bodoquena e M.Arnaldo.

De acordo com o líder do prefeito Gilmar Olarte (PP) na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB), todos os questionamentos serão esclarecidos. “Não vai ficar nada sem responder. Vamos checar todas as informações. Uma vez que os valores podem ser maiores ou menores”, diz. Segundo ele, o titular da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Waltemir Brito, achava que o processo seria mais fácil, mas há muitos dados para serem apresentados à Câmara.

Para o vereador Otávio Trad (PTdoB), a entrega do documento prévio foi indício de boa-fé. “Mas os documentos têm que chegar todos juntos, Não adianta mandar parcelado”, diz, recordando que na CPI do Calote os dados vinham de forma fracionada.

A vereadora Thaís Helena (PT) afirma que se a prefeitura quer evitar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) deve entregar logo a documentação solicitada. Ela questiona se o valor pago inclui somente a cobertura do buraco ou se também inclui a produção da massa asfáltica.

A petista ainda pediu a memória de cálculo do tapa-buraco no período de janeiro. Ou seja quer saber, quanto foi pago, bairros atendidos, quantidade de massa utilizada e se há diferença de preço para tapar o buraco e trabalho preventivo.

Vídeo – Os questionamentos sobre o tapa-buracos ganharam força após divulgação de um vídeo. Na rua Rua Jornalista Marcos Fernandes Hugo Rodrigues, no Parque dos Poderes, a massa foi utilizada em ponto sem erosão. O funcionário da empreiteira disse que havia uma fissura e fez trabalho preventivo.



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