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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

31/03/2016 13:30

Prefeitura não envia lista de entidades à Câmara e inadimplência continua

Algumas entidades já tiveram os serviços básicos cortados; dívida ultrapassa R$ 2,5 milhões.

Alberto Dias
Entidades vão à Câmara Municipal pedir providências sobre o não pagamento de repasses pelo Executivo. (Foto: Alberto Dias)Entidades vão à Câmara Municipal pedir providências sobre o não pagamento de repasses pelo Executivo. (Foto: Alberto Dias)

Após acalorada discussão entre os vereadores na sessão desta quinta-feira (31), continua o impasse envolvendo o não pagamento, pela Prefeitura, das entidades não governamentais que reclamam débitos que já acumulam mais de três meses e somam R$ 2,5 milhões. Em plenária, diversos parlamentares apontaram que o Executivo não enviou a lista com as entidades, nem os respectivos valores devidos, impossibilitando a tomada de providências. “Ficamos indignados, pois existe dinheiro em caixa e o prefeito não paga”, reclamou Paulo Siufi (PMDB).

A ideia inicial, de desmembrar o pedido de suplementação de R$ 4,7 milhões, feito pelo Executivo à Câmara Municipal, foi rejeitada pela Procuradoria da casa de leis. A solução encontrada será pedir à Prefeitura que protocole novo pedido, desta vez no valor de R$ 2.558.000,00, que terá como destino 31 entidades que passam por dificuldades. Enquanto o documento não chega, a votação foi adiada para a sessão da próxima terça-feira, 5 de abril.

No auditório, integrantes das entidades reclamavam a demora na resolução. “Algumas já tiveram os serviços básicos cortados, como água, luz e telefone. E precisamos de uma solução para a inadimplência da Prefeitura”, ponderou a coordenadora do Fórum das Entidades não-governamentais, Sueli Gomes, que subiu à tribuna para expor a delicada situação aos vereadores. A coordenadora recebeu apoio público da maioria dos vereadores. “Esse dinheiro estava em caixa em 2015 e não pagaram vocês. Isso é roubo”, disparou Airton Saraiva (DEM).

Como alternativa, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) levou pedido à mesa diretora para deduzir R$ 903,1 mil reais dos R$ 4,7 milhões requeridos pelo Executivo, sem sucesso.

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