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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

26/09/2016 20:11

Previsão de prefeitos é que fim de 2016 seja de caos nas contas públicas

Nyelder Rodrigues

Prefeitos de várias cidades preveem que o fim de ano será marcado por diversas barreiras no fechamento das contas públicas, já que não há dinheiro em caixa, principalmente nos municípios com menor população e que dependem dos repasses federais do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que sofre queda de valores.

De acordo com a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), a situação é caótica, sendo o Governo Federal um dos responsáveis por isso. A associação também diz que vários prefeitos de Mato Grosso do Sul desistiram de concorrer a reeleição justamente por causa dessa dificuldade.

"Uma bomba-relógio está prestes a implicar na carreira política de prefeitos de municípios espalhados por todo o país, transformando-os em fichas-sujas", frisa o presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), Paulo Ziulkoski. Se condenados, os prefeitos teriam que se afastar por oito anos das urnas.

Em setembro, segundo a Assomasul, os repasses do FPM foram 24% menores com relação à agosto, índice frustante para as prefeituras - a queda foi de R$ 75,2 milhões para R$ 57,3 milhões, indica a entidade.

"Existem problemas também nos repasses chamados de transferências voluntárias, que são programas do governo federal, como alguns repasses do Bolsa Família, por exemplo, que estão atrasados há sete, oito meses", disse Ziulkoski.

Demissões - Outro cenário previsto pela Assomasul e CNM é a ocorrência de demissões e cortes em massa de cargos comissionados nos municípios do Interior, visando redução de gastos, logo após as eleições - que ocorrem no próximo domingo (2) e, como se tratam de cidades pequenas, não haverá segundo turno.

"Os prefeitos têm de optar entre pagar o salário ou recolher à Previdência. Depois da eleição, isso vai explodir. Por enquanto, ainda está tudo escondido, porque nenhum prefeito vai admitir que esteja mal", revela o presidente da CNM, que também já adianta que a partir da próxima semana os prefeitos começarão uma "corrida" em busca de apoio em Brasília.



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