PT terá candidato ao governo, garante Vander
Entre os nomes “cogitados” para a disputa estão o do Zeca do PT, Pedro Kemp e Fábio Trad

Mesmo sem um nome definido, o deputado federal Vander Loubet garantiu que o PT (Partido dos Trabalhadores) terá um candidato para disputar o governo do Estado nas eleições de 2026. A definição foi cravada na manhã deste sábado (30), quando o parlamentar reassumiu a Executiva Estadual da legenda.
RESUMO
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O Partido dos Trabalhadores terá candidato ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026, conforme anunciou o deputado federal Vander Loubet ao reassumir a Executiva Estadual da legenda. Entre os possíveis candidatos estão o ex-governador Zeca do PT, o deputado estadual Pedro Kemp e Fábio Trad. A decisão ocorre após o PT romper com o governador Eduardo Riedel, que se aproximou do ex-presidente Bolsonaro. O partido busca formar uma frente ampla de apoio ao presidente Lula e planeja convidar a ministra Simone Tebet para compor a chapa como candidata ao Senado.
Segundo ele, até o fim do ano o partido irá construir uma frente ampla de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Vamos aglutinar tudo em cima da candidatura do Lula e, enquanto isso, nós vamos discutindo, montando a chapa de estadual, de federal, dialogando na chapa majoritária com os companheiros”, disse.
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Entre os nomes “cogitados” para a disputa estão o do ex-governador e deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) e até o do recém-chegado Fábio Trad (PT). Todos deverão disponibilizar o nome para o projeto. “O PT vai ter candidato a governador e vai ser um dos melhores quadros nossos”, garantiu Vander.
A disputa pelo governo do Estado entrou no radar do PT após a legenda desembarcar da base do governador Eduardo Riedel (PP), que, desde o início do ano, vinha dando sinais da sua guinada à direita com a aproximação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em maio, Riedel usou as redes sociais para defender a anistia parcial para os réus dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com a adoção de critérios que levem em conta a gravidade de cada caso.
A gota d’água foi a crítica à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro, publicada em suas redes sociais no último mês. Riedel classificou a medida como “excesso judicial” e alertou para riscos de aumento da instabilidade política no país.
“A gente contribuiu e ajudou o governador Riedel a ganhar as eleições, derrotar as extremas-direitas, e, pasmem, ele fez a opção de fazer aliança com essa extrema-direita. Isso não cabe a nós, faz parte da política, nós estamos reconstruindo o nosso projeto aqui”, reiterou.
Para fortalecer a frente ampla em apoio a Lula, Vander espera ter a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), no palanque petista sul-mato-grossense.
“Nós queremos que ela venha construir conosco o projeto do presidente Lula. Se ela vier construir conosco aqui no Estado, nós estamos abertos para dialogar. Se ela quiser ser candidata a senadora, tem todo direito, são duas vagas, para nós não tem problema. A reeleição do presidente Lula está acima de qualquer projeto pessoal nosso”, disse.
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