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Política

Quatro deputados de MS aprovam projeto com triplo de verba para campanha

Até R$ 5,7 bilhões poderão ser usados para pedir voto ao eleitor

Por Nyelder Rodrigues | 15/07/2021 16:48
Beto Pereira, Rose Modesto, Bia Cavassa e Luiz Ovando são os deputado que votaram a favor do aumento do fundo eleitoral (Arte: Flavio Souza)
Beto Pereira, Rose Modesto, Bia Cavassa e Luiz Ovando são os deputado que votaram a favor do aumento do fundo eleitoral (Arte: Flavio Souza)

Os tucanos Beto Pereira, Rose Modesto e Bia Cavassa, além do peesselista Luiz Ovando, foram os quatro deputados sul-mato-grossenses que votaram pelo aumento do fundo público eleitoral em 2020, chegando a marca dos R$ 5,7 bilhões, o triplo do valor distribuído no ano passado, nas eleições municipais realizadas em novembro.

A votação aconteceu nessa tarde de quinta-feira (15) na Câmara Federal e foi aprovado por 278 votos contra 187. O texto prevendo esse aumento no fundo eleitoral foi incluso na votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) federal para 2022.

PT e PDT, partidos de Vander Loubet e Dagoberto Nogueira, respectivamente, orientaram pelo voto negativo na proposta do LDO que incluia também o aumento do fundo eleitoral - ambos seguiram a orientação partidária.

Já Fábio Trad, que é do PSD, rejeitou a orientação de seu partido e também votou contra o projeto, situação que se repetiu com o deputado federal de primeiro mandato Loester Carlos, o Tio Trutis - o PSL, assim como o PSDB, pediu voto favorável.

"Votei contra toda a LDO. Absolutamente inoportuno e despropositado o aumento do fundo eleitoral neste momento em que 33 milhões de brasileiros estão subutilizados, 14,7 milhões estão sem emprego e 24 milhões estão vivendo em insegurança alimentar. Não tem cabimento aumentar. Votei contra", disse o deputado Fábio Trad.

Orçamento - Os deputados aprovaram o projeto que ainda deve passar pelo crivo do Senado antes de retornar para as mãos do Executivo. O relator da proposta foi Juscelino Filho (DEM-MA), que manteve as estimativas do governo para a economia no ano que vem.

O salário mínimo de R$ 1.147, inflação de 3,5%, crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5% e taxa básica de juros média de 4,7%, estão entre elas. A LDO prevê ainda um déficit de R$ 170 bilhões nas contas públicas do Governo em 2022, o equivalente a 1,9% do PIB - mesmo assim o aumento do fundo eleitoral foi mantido.

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