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Política

Candidata com "voto mais caro" em MS recebeu R$ 10 mil em campanha de 3 votos

Entre as 10 maiores relações custo-voto, todas são de candidatas mulheres

Por Guilherme Correia | 24/11/2020 16:14
Urna eletrônica utilizada nas eleições municipais de 2020, em Mato Grosso do Sul (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Urna eletrônica utilizada nas eleições municipais de 2020, em Mato Grosso do Sul (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

A candidata com maior relação entre votos recebidos e dinheiro gasto na campanha eleitoral, é Jaqueline Denis Jara (PSD), que tentou cargo de vereadora em Rio Brilhante. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam que ela receber R$ 10,2 mil de repasses do partido, mas teve apenas três votos válidos - ou seja, cada voto "custou" R$ 3,4 mil.

No geral, além de ser minoria entre as candidaturas, as mulheres estão presentes nas maiores relações de custo-voto em Mato Grosso do Sul. De acordo com levantamento feito pelo Campo Grande News, as dez maiores proporções são de candidatas , e incluem até quem tenha recebido apenas um voto válido.

A Justiça Eleitoral determinou, desde 2018, que ao menos 30% do fundo eleitoral deve ser destinado a candidatas mulheres. Além disso, elas têm direito a 30% do tempo de propaganda gratuita em rádio e TV. Essas medidas foram tomadas como forma de incentivar participação feminina e garantir mais espaço na política.

Veja a lista das dez candidaturas com "votos mais caros" em MS:

  • Semilda Ott (Patriota), candidata a vereadora em Terenos recebeu R$ 6 mil e teve dois votos: R$ 3 mil.
  • Rosana Aparecida dos santos (PT), candidata a vereadora em Nioaque recebeu R$ 2,98 mil e teve um voto: R$ 2,98 mil.
  • Zenilda Cristaldo Santos (DEM), candidata a vereadora de Rio Verde de Mato Grosso recebeu R$ 8 mil e teve três votos: R$ 2.666,67.
  • Laila dos Santos Moraes (PT), candidata a vereadora em Campo Grande recebeu R$ 10.042,84 e teve quatro votos: R$ 2.510,71.
  • Andrea Henrique da Silva (PT), candidata a vereadora em campo Grande recebeu R$ 7.258,22 e teve três votos: R$ 2.419,41.
  • Iraci Acosta Chaves, candidata a vereadora em Eldorado recebeu R$ 4.780,00 e teve dois votos: R$ 2,39 mil.
  • Juliana Lopes de Moraes (PV), candidata a vereadora em Pedro Gomes recebeu R$ 7.106,20 e teve três votos: R$ 2.368,73.
  • Natalia Escobar Oliveira (Pode), candidata a vereadora em Brasilândia recebeu R$ 2,25 mil e teve um voto: R$ 2,25 mil.
  • Neura Klein Sabô (DEM), candidata a vereadora em Camapuã recebeu R$ 2,2 mil e teve um voto: R$ 2,2 mil.

Lista completa - Por meio da tabela abaixo, disponibilizada pelo Campo Grande News, você pode procurar pelo nome de algum candidato em específico em todo Mato Grosso do Sul. Para verificar todos os detalhes, role até o lado direito da lista.

 O candidato que teve “voto mais caro”, e que conseguiu ser eleito, foi José Carlos dos Santos Maidana (MDB), eleito vereador em Guia Lopes da Laguna. Recebendo R$ 30,625 mil do partido, ele recebeu 203 votos e está na 669ª posição da lista.

Já o “voto mais barato” em Mato Grosso do Sul foi para Tânia Cristina da Silva (PP), que conseguiu 1.011 votos válidos para a vaga de vereadora em Dourados, mas não conseguiu se eleger. O voto com melhor custo benefício foi o de Cícero Alves da Silva (Podemos), que recebeu R$ 71,21 do fundo partidário, e foi eleito por 201 votos.

Campanhas mais caras - Entre as dez campanhas mais caras no Estado, o candidato a prefeitura de Campo Grande Dagoberto (PDT) é a primeira no ranking. Ele recebeu R$ 1.739.977,60 e teve 6.507 votos. Seguido dele, Marcelo Miglioli (Solidariedade) recebeu R$ 1.517.616,66 e teve 7.899 votos.

Marquinhos Trad (PSD) teve a terceira maior quantia de dinheiro na campanha (R$ 1.298.513,53) e conseguiu se eleger prefeito com 218.418 votos válidos. Já Márcio Fernandes (MDB) recebeu R$ 1.284.491,42 e teve 12.522 votos.

José Carlos Barbosa, o "Barbosinha" (DEM) teve a quinta maior campanha do Estado (R$ 850,5 mil) e recebeu 31.650 votos, não conseguindo se eleger à prefeitura de Dourados. Na Capital, Vinicius Siqueira (PSL) teve receita de R$ 764,5 mil e recebeu 34.066 votos válidos.

José Marcos Calderan (PSDB) recebeu R$ 650 mil e 11.194 votos, conseguindo se eleger prefeito em Maracaju. Em Campo Grande, Pedro Kemp (PT) recebeu R$ 642 mil e 34.546 votos válidos.

Paulo Duarte (MDB) recebeu R$ 556 mil e teve 13.418 votos, não conseguindo se eleger para o cargo de prefeito de Corumbá. Por fim, a décima campanha mais cara foi a de Angelo Chaves Guerreiro (PSDB), que conseguiu se eleger prefeito em Três Lagoas com R$ 449 mil de receita e 33.331 votos computados.

Já o candidato que teve menor receita de campanha em todo Estado foi José Idílio Camargo (PSDB), que tentou ser vereador em Cassilândia. Ele tem receita declarada de apenas R$ 20 e recebeu 47 votos, ficando como suplente.

Dados - Como forma de incentivar a transparência, os dados abertos levantados pela reportagem estão disponíveis no link. O levantamento inclui 5.511 candidatos e candidatas a cargos de prefeito e vereador em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Os quase 3 mil demais candidatos não têm receitas de campanha declaradas à Justiça Eleitoral.

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