Reinaldo usa experiência de MS para defender novo ciclo de crescimento no país
Pré-candidato do PL critica burocracia, juros altos e baixa qualificação da mão de obra

Ao projetar a disputa pelo Senado em 2026, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, voltou a colocar a industrialização no centro do debate econômico nacional. Pré-candidato pelo PL, ele afirma que o caminho percorrido pelo Estado nos últimos anos pode servir de referência para o Brasil retomar o crescimento, ampliar empregos e fortalecer a economia.
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Segundo Reinaldo, Mato Grosso do Sul recebeu mais de R$ 80 bilhões em investimentos industriais nas últimas décadas e conseguiu transformar sua base econômica ao consolidar cadeias ligadas à celulose, bioenergia, proteína animal, agroindústria e logística.
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“O que fizemos em Mato Grosso do Sul mostra que o Brasil pode voltar a crescer de forma sólida, industrializando sua produção, gerando empregos e criando oportunidades. Não existe desenvolvimento forte sem indústria forte”, afirmou.
O ex-governador destacou que, enquanto o Brasil acumulou crescimento de 222% nos últimos 30 anos, Mato Grosso do Sul avançou mais de 486% no mesmo período, resultado que atribui à combinação entre equilíbrio fiscal, segurança jurídica, desburocratização e investimentos em infraestrutura.
Durante os oito anos de sua gestão, o Estado passou por um processo acelerado de industrialização, atraindo grandes grupos nacionais e internacionais, especialmente no setor de celulose e biocombustíveis. Entre os empreendimentos citados por Reinaldo estão as plantas da Suzano e da Arauco, além das indústrias de etanol de milho da Inpasa e da NewMille.
Para ele, o avanço da indústria em Mato Grosso do Sul permitiu ao Estado deixar de ser apenas fornecedor de matéria-prima e passar a agregar valor à produção agrícola e florestal.
“O Brasil não pode continuar exportando apenas matéria-prima e importando produtos industrializados. Precisamos transformar nossa riqueza em empregos, tecnologia, inovação e renda dentro do próprio país”, defendeu.
Reinaldo também apontou entraves que, na avaliação dele, dificultam o crescimento industrial brasileiro, como juros elevados, excesso de burocracia, insegurança jurídica e deficiência logística. Outro ponto levantado foi a baixa qualificação da mão de obra, fator que, segundo ele, impacta diretamente a produtividade da indústria nacional.
Na agenda que pretende defender no Senado, o ex-governador cita simplificação tributária, ampliação de investimentos em infraestrutura e criação de um ambiente mais competitivo para atrair novos empreendimentos.
“Quem produz no Brasil enfrenta carga tributária pesada, insegurança jurídica e excesso de burocracia. No Senado, vamos defender um ambiente econômico mais competitivo, que estimule investimentos e permita que o setor produtivo cresça”, argumentou.
O pré-candidato também reforçou o impacto regional da industrialização, afirmando que a chegada de novas empresas movimenta cadeias econômicas inteiras, fortalece os municípios e amplia oportunidades para os jovens no interior.
“Cada indústria que chega movimenta toda uma cadeia econômica. Gera emprego direto e indireto, aquece o comércio, fortalece os municípios e cria oportunidades para os jovens permanecerem em suas cidades com dignidade e renda”, afirmou.
Ao levar o tema para o debate nacional, Reinaldo tenta associar a experiência administrativa construída em Mato Grosso do Sul a uma pauta econômica voltada ao crescimento industrial e à geração de empregos, assunto que deve ganhar espaço na corrida eleitoral de 2026

