Riedel cobra balanço de erros e acertos e estuda reorganizar secretarias
Revisão do primeiro mandato vai orientar mudanças na equipe e na estrutura

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel determinou que sua equipe faça um balanço da administração que vá além da relação de obras entregues, serviços em andamento e projetos previstos. Quer identificar o que funcionou e, principalmente, o que deu errado no primeiro mandato. A avaliação vai orientar mudanças na estrutura do governo, na condução das políticas públicas e, eventualmente, no comando de secretarias.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel pediu à equipe um balanço do primeiro mandato que identifique acertos e falhas, e não apenas obras entregues. A avaliação deve orientar mudanças na estrutura do governo e possíveis trocas de secretários. Estuda-se dividir a pasta de Justiça e Segurança Pública e reorganizar a de Turismo, Esporte e Cultura. Na área fiscal, o foco é combater a sonegação e rever incentivos. As medidas devem ser anunciadas antes do recesso parlamentar.
Entre as possibilidades em estudo está a divisão da atual pasta de Justiça e Segurança Pública, com a criação de uma secretaria específica de Justiça, à qual ficaria vinculada a agência responsável pelo sistema penitenciário. A proposta separaria a gestão prisional da estrutura encarregada da segurança pública. O desenho, no entanto, ainda está em avaliação.
- Leia Também
- O que está em jogo para Mato Grosso do Sul no segundo turno presidencial
- Riedel sanciona plano para cobrir déficit de R$ 6,34 bilhões da previdência
Outra área que poderá passar por alterações é a secretaria que reúne Turismo, Esporte e Cultura. A reorganização está em estudo, sem definição sobre como essas atividades seriam distribuídas. As duas discussões integram uma revisão mais ampla da estrutura administrativa, com o objetivo de dar maior dinamismo ao governo no segundo mandato.
As medidas deverão ser anunciadas antes do recesso parlamentar. Parte poderá ser adotada por atos administrativos; outra dependerá de projetos de lei e, portanto, da aprovação dos deputados estaduais. A intenção é preparar a administração para o próximo mandato com os ajustes já encaminhados.
O ponto central dessa revisão é transformar o balanço em instrumento de decisão. Relacionar entregas permite prestar contas, mas identificar falhas ajuda a definir o que precisa ser corrigido. Ao cobrar as duas coisas, Riedel pretende reunir elementos para decidir quais práticas devem continuar e onde será necessário mudar.
Além da redistribuição de atribuições e das mudanças na estrutura, a avaliação poderá resultar na substituição de titulares das pastas. O alcance das alterações dependerá do diagnóstico produzido pela equipe e das prioridades estabelecidas para os próximos quatro anos.
Na formação do próximo governo, Riedel mantém uma diretriz: a escolha dos integrantes deverá obedecer a critérios técnicos. A reacomodação de antigos auxiliares que deixaram a administração para disputar a eleição e não foram eleitos é uma possibilidade, condicionada à qualificação para as funções.
Um eventual retorno também não significa reassumir o cargo anterior. Esses nomes poderão ser aproveitados em outras atividades, sem necessariamente ocupar uma secretaria. A decisão deverá considerar a experiência de cada um e sua adequação às necessidades da administração.
Na área fiscal, o governo estuda ajustes para ampliar a arrecadação, com foco no combate à sonegação e na revisão de incentivos fiscais. Também está no horizonte a eliminação de privilégios. Ainda não estão detalhados os benefícios que poderão ser revistos nem as medidas que darão forma a essas mudanças.
Esse será um dos pontos mais sensíveis da reorganização. Rever incentivos exige avaliar o retorno que o Estado obtém com os benefícios concedidos, enquanto o combate à sonegação busca recuperar receitas devidas aos cofres públicos. O conteúdo das propostas permitirá dimensionar seus efeitos sobre as contas estaduais e os setores envolvidos.
Ao estabelecer o anúncio das medidas antes do recesso, Riedel antecipa decisões que poderiam ficar para o início do novo mandato. O balanço solicitado à equipe será o primeiro teste desse movimento: sua utilidade estará na capacidade de apontar problemas com clareza e produzir correções concretas na administração.

