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Política

Riedel cobra balanço de erros e acertos e estuda reorganizar secretarias

Revisão do primeiro mandato vai orientar mudanças na equipe e na estrutura

Por José Cândido | 21/10/2026 15:00
Riedel cobra balanço de erros e acertos e estuda reorganizar secretarias
Eduardo Riedel determinou balanço do primeiro mandato para orientar mudanças na equipe e na estrutura do governo. (Foto arquivo Campo Grande News)

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel determinou que sua equipe faça um balanço da administração que vá além da relação de obras entregues, serviços em andamento e projetos previstos. Quer identificar o que funcionou e, principalmente, o que deu errado no primeiro mandato. A avaliação vai orientar mudanças na estrutura do governo, na condução das políticas públicas e, eventualmente, no comando de secretarias.

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Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel pediu à equipe um balanço do primeiro mandato que identifique acertos e falhas, e não apenas obras entregues. A avaliação deve orientar mudanças na estrutura do governo e possíveis trocas de secretários. Estuda-se dividir a pasta de Justiça e Segurança Pública e reorganizar a de Turismo, Esporte e Cultura. Na área fiscal, o foco é combater a sonegação e rever incentivos. As medidas devem ser anunciadas antes do recesso parlamentar.

Entre as possibilidades em estudo está a divisão da atual pasta de Justiça e Segurança Pública, com a criação de uma secretaria específica de Justiça, à qual ficaria vinculada a agência responsável pelo sistema penitenciário. A proposta separaria a gestão prisional da estrutura encarregada da segurança pública. O desenho, no entanto, ainda está em avaliação.

Outra área que poderá passar por alterações é a secretaria que reúne Turismo, Esporte e Cultura. A reorganização está em estudo, sem definição sobre como essas atividades seriam distribuídas. As duas discussões integram uma revisão mais ampla da estrutura administrativa, com o objetivo de dar maior dinamismo ao governo no segundo mandato.

As medidas deverão ser anunciadas antes do recesso parlamentar. Parte poderá ser adotada por atos administrativos; outra dependerá de projetos de lei e, portanto, da aprovação dos deputados estaduais. A intenção é preparar a administração para o próximo mandato com os ajustes já encaminhados.

O ponto central dessa revisão é transformar o balanço em instrumento de decisão. Relacionar entregas permite prestar contas, mas identificar falhas ajuda a definir o que precisa ser corrigido. Ao cobrar as duas coisas, Riedel pretende reunir elementos para decidir quais práticas devem continuar e onde será necessário mudar.

Além da redistribuição de atribuições e das mudanças na estrutura, a avaliação poderá resultar na substituição de titulares das pastas. O alcance das alterações dependerá do diagnóstico produzido pela equipe e das prioridades estabelecidas para os próximos quatro anos.

Na formação do próximo governo, Riedel mantém uma diretriz: a escolha dos integrantes deverá obedecer a critérios técnicos. A reacomodação de antigos auxiliares que deixaram a administração para disputar a eleição e não foram eleitos é uma possibilidade, condicionada à qualificação para as funções.

Um eventual retorno também não significa reassumir o cargo anterior. Esses nomes poderão ser aproveitados em outras atividades, sem necessariamente ocupar uma secretaria. A decisão deverá considerar a experiência de cada um e sua adequação às necessidades da administração.

Na área fiscal, o governo estuda ajustes para ampliar a arrecadação, com foco no combate à sonegação e na revisão de incentivos fiscais. Também está no horizonte a eliminação de privilégios. Ainda não estão detalhados os benefícios que poderão ser revistos nem as medidas que darão forma a essas mudanças.

Esse será um dos pontos mais sensíveis da reorganização. Rever incentivos exige avaliar o retorno que o Estado obtém com os benefícios concedidos, enquanto o combate à sonegação busca recuperar receitas devidas aos cofres públicos. O conteúdo das propostas permitirá dimensionar seus efeitos sobre as contas estaduais e os setores envolvidos.

Ao estabelecer o anúncio das medidas antes do recesso, Riedel antecipa decisões que poderiam ficar para o início do novo mandato. O balanço solicitado à equipe será o primeiro teste desse movimento: sua utilidade estará na capacidade de apontar problemas com clareza e produzir correções concretas na administração.