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Política

Segurança de MS vai "perder" pelo menos 20 policiais para a campanha

Pré-candidatos de segurança pública já estão realizando reuniões e marcando eventos

Leonardo Rocha e Kleber Clajus | 16/07/2018 10:52
Policiais vão participar das eleições deste ano (Foto: Chico Ribeiro)
Policiais vão participar das eleições deste ano (Foto: Chico Ribeiro)

Mais de 20 policiais devem pedir licença de seus cargos para disputar a eleição deste ano, nos cargos de deputado estadual e federal. A maioria já está se reunindo com os sindicatos, associações e federações para realizar reuniões políticas e inclusive marcar eventos para o começo da campanha, que vai iniciar a partir de 16 de agosto.

Na Polícia Militar oito nomes já se colocaram à disposição dos colegas e inclusive apresentaram propostas em reuniões interna, realizada em junho, na sede da ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Outro evento já foi marcado para 24 de agosto.

São policiais (militares) de diferentes patentes, desde cabos, sargentos, sub-tenentes, tenentes e coronéis. “É muito importante termos representação dentro da política, para fazermos a defesa dos nosso direitos e demandas junto ao poder público”, disse o presidente da ACS-MS, Mário Sérgio Couto.

Questionado se estas saída vão prejudicar o efetivo da PM, durante o período eleitoral, o dirigente disse que se trata de uma contrapartida. “Vai diminui um pouco, mas existe a necessidade de ter esta representação, os segmentos precisam de força política para ter voz na sociedade”, justificou.

Já a Polícia Civil confirmou que até o momento apenas dois pediram licença para campanha. A delegada Sidneia Catarina Tobias e o atual vereador Wellington de Oliveira (PSDB), que ainda é vinculado a entidade. A tendência é que ao menos mais três (entre delegados e policiais) confirmem a participação nos próximos dias, com licença retroativa ao dia 7 de julho.

Licença - Na PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi confirmada a participação de agentes: Fábio Roberto Sodre, que é coordenador de Educação no Trânsito, assim como Alexandre Figueiredo e Vladmir Struck, que já estão afastados de suas funções. Já na Polícia Federal, a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) divulgou uma lista de pré-candidatos em todo Brasil, tendo dois de Mato Grosso do Sul: Renée Venâncio e o atual vereador André Salineiro (PSDB).

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Waldir Aosta, disse que até o momento nenhum policial entrou com o pedido formal para se licenciar. A Assessoria também divulgou que o balanço oficial sairá apenas depois das convenções partidárias, quando os militares irão informar a chefia sobre sua participação no pleito eleitoral.

Reposição - O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ponderou que não será um "número tão excessivo", até porque segundo o tucano, tem novos policiais entrando na corporação por meio de concurso, assim como chamamento da reserva. "Acredito que desta forma acaba equilibrando".

Em entrevista ao Portal UOL, o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Lanegani, reconheceu que apesar de ajudar na representatividade, isto tem impacto negativo na corporação, já que os órgãos de segurança não conseguem fazer a devida reposição de forma imediata, além de ter o foco em interesses corporativos e não da população em geral.

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