ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
AGOSTO, SÁBADO  01    CAMPO GRANDE 20º

Política

Tereza diz que estará na campanha de Flávio “de uma maneira ou de outra”

Senadora confirma que aceitou ser vice, mas a decisão dependia do aval do PP e da federação

Por Kamila Alcântara e Fernanda Palheta | 01/08/2026 11:09
Tereza diz que estará na campanha de Flávio “de uma maneira ou de outra”
Senadora Tereza Cristina (PP) sorridente durante coletiva de imprensa realizada na mega-convenção partidária, na manhã deste sábado (1°) (Foto: Maya Severino)

A senadora Tereza Cristina (PP) falou pela primeira vez, neste sábado (1º), sobre o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a mega-convenção da aliança governista em Campo Grande, ela confirmou que havia aceitado a proposta, mas condicionou a decisão ao aval do partido e da federação formada por PP e União Brasil.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A senadora Tereza Cristina (PP) confirmou que aceitou o convite de Flávio Bolsonaro (PL) para ser sua candidata a vice-presidente, mas a composição foi inviabilizada após o Progressistas decidir manter neutralidade na disputa presidencial. Apesar disso, ela afirmou que apoiará a campanha de Flávio. "Vou estar na campanha de uma maneira ou de outra", disse a senadora, que respeitou a decisão do partido após consultas aos diretórios estaduais.

“Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro e disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação, não só o PP, mas também o União Brasil, precisavam chancelar essa candidatura”, afirmou.

A composição acabou inviabilizada depois que a direção nacional do Progressistas decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República. Sem o apoio formal da legenda e sem convenção nacional para aprovar uma coligação, Tereza ficou impedida politicamente de avançar com a candidatura.

Segundo a senadora, a decisão foi tomada após consultas aos diretórios estaduais. Ela afirmou que respeita a posição adotada pelo partido. “Conversamos muito e o meu partido, o Progressistas, achou que devia manter a neutralidade. Consultou vários presidentes”, disse.

Apesar de não integrar oficialmente a chapa, Tereza deixou claro que continuará apoiando Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.

“Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo de que precisamos”, declarou.

A fala esclarece que a neutralidade é institucional, e não necessariamente pessoal. Tereza continuará vinculada ao projeto eleitoral de Flávio, mas sem ocupar a vaga de vice enquanto prevalecer a decisão nacional do PP.

A senadora também relacionou a articulação presidencial à aliança formada em Mato Grosso do Sul, que reúne partidos de centro e de direita em torno da tentativa de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

“Essa coligação aqui de Mato Grosso do Sul mostra isso, para pensar no Estado e pensar no que queremos para o nosso País”, afirmou.

A indicação de Tereza vinha sendo defendida por Flávio Bolsonaro como uma forma de ampliar a chapa para além do núcleo do PL e aproximá-la do agronegócio e de partidos do centro. A neutralidade do PP, porém, retirou a principal condição necessária para que a candidatura fosse oficializada.

O governador Eduardo Riedel (PP) também se manifestou sobre o impasse e adotou um tom mais crítico em relação à posição nacional do partido. Ele afirmou que condena a decisão inicial do Progressistas de permanecer neutro na disputa presidencial e defendeu que a legenda continue negociando para permitir a participação de Tereza Cristina na chapa.

“Eu, pessoalmente, quero registrar uma coisa. Sou do PP e condeno fortemente a decisão tomada pelo partido inicialmente”, afirmou.

Riedel classificou Tereza como uma das figuras públicas mais capazes de contribuir com o futuro do País e disse que ela deveria participar da disputa nacional.

“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação, pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes”, declarou.

Para o governador, a decisão não depende apenas da vontade da senadora, mas ainda pode ser revista pela direção nacional da legenda.

“A gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil”, termina.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.