Tereza diz que estará na campanha de Flávio “de uma maneira ou de outra”
Senadora confirma que aceitou ser vice, mas a decisão dependia do aval do PP e da federação

A senadora Tereza Cristina (PP) falou pela primeira vez, neste sábado (1º), sobre o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a mega-convenção da aliança governista em Campo Grande, ela confirmou que havia aceitado a proposta, mas condicionou a decisão ao aval do partido e da federação formada por PP e União Brasil.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A senadora Tereza Cristina (PP) confirmou que aceitou o convite de Flávio Bolsonaro (PL) para ser sua candidata a vice-presidente, mas a composição foi inviabilizada após o Progressistas decidir manter neutralidade na disputa presidencial. Apesar disso, ela afirmou que apoiará a campanha de Flávio. "Vou estar na campanha de uma maneira ou de outra", disse a senadora, que respeitou a decisão do partido após consultas aos diretórios estaduais.
“Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro e disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação, não só o PP, mas também o União Brasil, precisavam chancelar essa candidatura”, afirmou.
- Leia Também
- “Coletivo é mais importante”: aliados avaliam desistência de Nelsinho ao Senado
- Riedel forma mega coligação e deve ter mais de 6 minutos na propaganda eleitoral
A composição acabou inviabilizada depois que a direção nacional do Progressistas decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República. Sem o apoio formal da legenda e sem convenção nacional para aprovar uma coligação, Tereza ficou impedida politicamente de avançar com a candidatura.
Segundo a senadora, a decisão foi tomada após consultas aos diretórios estaduais. Ela afirmou que respeita a posição adotada pelo partido. “Conversamos muito e o meu partido, o Progressistas, achou que devia manter a neutralidade. Consultou vários presidentes”, disse.
Apesar de não integrar oficialmente a chapa, Tereza deixou claro que continuará apoiando Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.
“Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo de que precisamos”, declarou.
A fala esclarece que a neutralidade é institucional, e não necessariamente pessoal. Tereza continuará vinculada ao projeto eleitoral de Flávio, mas sem ocupar a vaga de vice enquanto prevalecer a decisão nacional do PP.
A senadora também relacionou a articulação presidencial à aliança formada em Mato Grosso do Sul, que reúne partidos de centro e de direita em torno da tentativa de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
“Essa coligação aqui de Mato Grosso do Sul mostra isso, para pensar no Estado e pensar no que queremos para o nosso País”, afirmou.
A indicação de Tereza vinha sendo defendida por Flávio Bolsonaro como uma forma de ampliar a chapa para além do núcleo do PL e aproximá-la do agronegócio e de partidos do centro. A neutralidade do PP, porém, retirou a principal condição necessária para que a candidatura fosse oficializada.
O governador Eduardo Riedel (PP) também se manifestou sobre o impasse e adotou um tom mais crítico em relação à posição nacional do partido. Ele afirmou que condena a decisão inicial do Progressistas de permanecer neutro na disputa presidencial e defendeu que a legenda continue negociando para permitir a participação de Tereza Cristina na chapa.
“Eu, pessoalmente, quero registrar uma coisa. Sou do PP e condeno fortemente a decisão tomada pelo partido inicialmente”, afirmou.
Riedel classificou Tereza como uma das figuras públicas mais capazes de contribuir com o futuro do País e disse que ela deveria participar da disputa nacional.
“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação, pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes”, declarou.
Para o governador, a decisão não depende apenas da vontade da senadora, mas ainda pode ser revista pela direção nacional da legenda.
“A gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil”, termina.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

