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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

24/08/2016 20:16

Sindicato dos professores ‘lança’ 13 candidatos com meta de eleger três

ACP quer ter representante permanente da categoria na Câmara Municipal

Anahi Zurutuza
Luta dos professores sindicalizados é pelo cumprimento da ‘Lei do Piso’ (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Luta dos professores sindicalizados é pelo cumprimento da ‘Lei do Piso’ (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) terá ao menos 13 professores filiados na disputa por uma das 29 vagas na Câmara Municipal neste ano. A expectativa, segundo o presidente da entidade, Lucílio Nobre, é que sejam eleitos pelo menos três candidatos que têm como principal proposta representar a categoria no Legislativo municipal .

“A gente quer eleger todos, porque o nosso entendimento é que a gente precisa de representantes permanentes dos professores no Legislativo municipal. Hoje, projetos de lei e ações da Câmara são pontuais. Precisamos ter lá alguém que efetivamente esteja na sala de aula e participe do movimento sindical”, explicou Lucílio.

Categoria reunida em assembleia durante greve em 2015 (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Categoria reunida em assembleia durante greve em 2015 (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Conta – O presidente da ACP sabe, entretanto, que é quase impossível ocupar 13 das 29 cadeiras no Plenário da Câmara com professores sindicalizados, uma vez que outras 649 pessoas participam da “corrida eleitoral” pelo cargo de vereador.

Embora a ACP tenha hoje 5 mil filiados, o sindicato conta com os votos dos outros profissionais da educação da rede pública. “Teremos uma eleição diferenciada neste ano, não vamos ter recordistas de votos. Vai ser tudo muito pulverizado, então com 2 mil, 2,5 mil votos uma pessoa consegue se eleger. Por isso, a gente acredita em três vitórias”, completou Lucílio.

Professor há 22 anos, Francisco quer representar colegas de profissão na Câmara (Foto: Alcides Neto)Professor há 22 anos, Francisco quer representar colegas de profissão na Câmara (Foto: Alcides Neto)

O ano de 2015 é considerado histórico, mas muito difícil para a categoria. Professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) passaram três meses em greve para pleitear o cumprimento da lei municipal nº 5.411 – que garante o pagamento do piso nacional do magistério (R$ 1.917,78 no ano passado) para os profissionais que trabalham 20 horas por semana –, mas não conseguiram.

O objetivo principal da ACP e seus candidatos é que os professores que se tornarem vereadores lutem pelo piso para 20 horas.

Um dos concorrentes é o professor Francisco Givanildo dos Santos, do PT (Partido dos Trabalhadores). Formado em história pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), ele leciona há 22 anos em escolas da Reme, há dez na Escola Municipal Plínio Mendes dos Santos, que fica no bairro Guanandi – sul da Capital.

“Nossa primeira luta será para que a lei 5.411 seja tirada do papel. Mas, atuaremos em defesa de todos os servidores municipais, porque eu como funcionário do município, sei das necessidades do servidor”, garantiu. O professor foi uma das lideranças na greve do ano passado.

No dia 17 de setembro, às 16h, a ACP fará reunião da sede do sindicato para apresentar todos os candidatos. “Ainda pode ser que tenhamos mais candidatos, mas que a gente não saiba ainda. Estado pedindo para que ele nos comuniquem e para que participem da reunião de exposição de propostas”, afirmou Lucílio.




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