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Política

Siufi diz ser oposição, nega indicação de prima e “estranha” cedências

Por Aline dos Santos e Kleber Clajus | 12/12/2013 12:29
Siufi: "Achei estranho o momento das cedências"(Foto: Kleber Clajus)
Siufi: "Achei estranho o momento das cedências"(Foto: Kleber Clajus)

Depois de agraciado pelo prefeito Alcides Bernal (PP) com a nomeação da prima para o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e cedência de seis servidores para o gabinete, o vereador Paulo Siufi (PMDB) garantiu nesta quinta-feira que não migrou da oposição para a base aliada. O parlamentar presidiu a CPI do Calote, que resultou no relatório responsável por deflagrar a Comissão Processante e pode levar à cassação do prefeito.

“Não tenho dúvida quanto à minha postura, continuo na oposição”, assegura. Siufi negou a paternidade da indicação da médica Lilliam Maria Maksoud Gonçalves, prima do vereador, ao instituto. Segundo ele, a nomeação atendeu a pedido de Jamal Salém (PR).

Já sobre a cedência dos seis servidores, que continuam a ter salários pagos pela Prefeitura, declarou-se surpreso pelos pedidos serem atendidos agora. O prefeito procura aliados na Câmara Municipal para escapar da perda de mandato.

“Achei estranho o momento das cedências. Tinha solicitado no início do ano”, dise Siufi. Ele justifica que, se tivesse conversado com ele, o prefeito não teria cedido os seis. “Um deles é aposentado e dois estão de licença médica”. Na lista dos cedidos, Mario Marcio Orro Gonçalves, marido da nova presidente do IMPCG, estaria com atestado médico.

Ele relatou que no outro mandato seu gabinete contava com nove servidores cedidos pelo Poder Executivo e que, atualmente, a presidência tem 15 funcionários da Prefeitura. “Isso é normal e legal, mas só com as minhas cedências fazem estardalhaço”.

Para a presidente do PMDB municipal, vereadora Carla Stephanini, e para o líder da bancada, vereador Vanderlei Cabeludo, o colega deveria recusar as cedências. Carla declarou que nunca duvidou que Siufi seja peemedebista. “Mesmo diante da coincidência da cedência do esposo dela [Lilliam] para o seu gabinete”.

Presidente da Câmara, Mário César (PMDB) explicou que nem todos os servidores cedidos ficam na presidência, sendo distribuídos entre gabinetes de outros vereadores.

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