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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

06/03/2015 21:45

Suplente de Vander, Biffi defende direito de ampla defesa do deputado

Daniel Machado
Para Biffi, não se pode tomar nenhuma medida antes da conclusão do julgamento sob o risco de um novo Mensalão. (Foto: Divulgação)Para Biffi, não se pode tomar nenhuma medida antes da conclusão do julgamento sob o risco de um novo "Mensalão". (Foto: Divulgação)

Caso o envolvimento do deputado federal Vander Loubet (PT/MS) seja comprovado no inquérito da Operação Lava Jato ou ele renuncie ao mandato parlamentar, quem assumiria sua cadeira na Câmara Federal seria o ex-deputado Antônio Carlos Biffi (PT/MS), que com 53.406 votos (4,18%) credenciou-se nas últimas eleições a suplente do partido.

Em entrevista ao Campo Grande News, Biffi revelou que esteve em Brasília nesta semana reunido com o presidente do PT Nacional, Rui Falcão, para alinhar a postura do partido caso constasse o nome de algum companheiro na lista de investigados no escândalo da Petrobras.

A diretriz ao final da reunião, segundo ele, foi a de não tomar nenhuma medida antes da conclusão do julgamento sob risco da precipitação. “O deputado Vander Loubet e qualquer outro citado na lista tem o direito constitucional à ampla defesa. Não podemos julgar e condenar ninguém antes disso, como foi feito no Mensalão com pessoas condenadas e executadas sem provas, pelo simples precedente do domínio do fato”, disse ele. “A maior prova da injustiça disso está no processo contra o (José) Genoíno, cancelado nesta semana por falta de provas após ele passar por tudo o que passou”, acrescentou.

Sobre a reunião do Diretório Nacional do PT realizada no início do ano em Fortaleza (CE) na qual foi aprovado um documento que prevê a expulsão de qualquer filiado envolvido comprovadamente em escândalos de corrupção, Biffi foi categórico.

“Expulsar caso haja provas cabais e não apenas citações em inquéritos. Todos são inocentes até que se prove o contrário. O PT já sofreu muito com injustiças e execrações públicas e cito novamente o Mensalão como maior exemplo disso. Nestes momentos temos de ser pedagógicos e mostrar ao povo brasileiro que a justiça precisa sempre prevalecer e eu espero que isso aconteça”, disse.



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