ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, TERÇA  15    CAMPO GRANDE 18º

Cidades

Defesa de médico acusado de matar fisioterapeuta pede para STJ soltá-lo

João Jazbik Neto está preso preventivamente; pedido foi encaminhado ao gabinete do ministro Rogerio Schietti

Por Anahi Zurutuza | 15/09/2026 19:32
Defesa de médico acusado de matar fisioterapeuta pede para STJ soltá-lo
João Jazbik Neto após o trabalho da perícia no local onde esposa morreu (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

A defesa do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar colocá-lo novamente em liberdade. Preso preventivamente sob acusação de feminicídio contra a esposa, Fabíola Marcotti, ele teve um novo habeas corpus protocolado nesta segunda-feira (14).

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A defesa do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, preso preventivamente por suspeita de feminicídio contra a esposa Fabíola Marcotti, recorreu ao STJ nesta segunda-feira (14) pedindo sua soltura. Os advogados alegam idade avançada e problemas cardíacos graves do acusado. Caso negado, pedem prisão domiciliar. O processo foi encaminhado ao ministro Rogerio Schietti Cruz.

Os advogados José Belga Assis Trad e Mário Ângelo Guarnieri Martins pedem uma liminar para suspender a decisão que restabeleceu a prisão preventiva de Jazbik em 3 de setembro. A defesa pretende que o médico volte a responder ao processo em liberdade, submetido às medidas cautelares fixadas anteriormente pela Justiça sul-mato-grossense.

Caso esse pedido não seja aceito, os advogados solicitam que a prisão seja convertida em domiciliar. A alegação é de que o acusado tem idade avançada e apresenta problemas cardíacos graves, o que tornaria sua permanência no sistema prisional um risco à saúde e à vida.

O processo foi encaminhado ao gabinete do ministro Rogerio Schietti Cruz, da Sexta Turma, nesta terça-feira (15).

Entenda o caso – Fabíola morreu em 18 de maio deste ano. Conforme a defesa, o próprio marido acionou a Polícia Militar para comunicar o que teria sido um suicídio. Jazbik acabou preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, mas não foi autuado naquele momento por feminicídio.

A suspeita de fraude surgiu porque armas e munições teriam sido retiradas de um cômodo da propriedade antes da chegada da polícia. Segundo a acusação, a mudança teria alterado a cena encontrada pelos agentes.

Na audiência de custódia, realizada em 20 de maio, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Dois dias depois, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) concedeu uma liminar que permitiu a soltura do médico.

Em 8 de julho, a 1ª Câmara Criminal confirmou, por unanimidade, a substituição da prisão por medidas cautelares. Entre as determinações estavam a suspensão dos registros e da posse de armas, a proibição de contato com testemunhas, o recolhimento domiciliar noturno e o uso de tornozeleira eletrônica.

Após a conclusão de laudos periciais e o avanço da investigação, a polícia representou por uma nova prisão preventiva. O pedido foi aceito em 14 de agosto pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

A decisão considerou que os elementos obtidos durante a investigação reforçaram os indícios contra Jazbik. Também apontou a necessidade de preservar a ordem pública e a instrução criminal.

A defesa voltou a recorrer e obteve outra liminar em 19 de agosto. O médico foi solto no dia seguinte e permaneceu submetido às medidas cautelares.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), porém, apresentou recurso. O órgão argumentou que a mudança da imputação, os resultados da investigação e a suposta alteração da cena constituíam elementos suficientes para justificar a prisão.

Em 3 de setembro, o desembargador Emerson Cafure reconsiderou a decisão anterior, revogou a liminar e restabeleceu a prisão preventiva.

A defesa de Jazbik questiona ainda a hipótese de feminicídio e afirma que, inicialmente, a cena foi considerada compatível com suicídio. Segundo os advogados, foram encontrados manuscritos atribuídos a Fabíola com referências a ideação suicida e mensagem de despedida. A petição informa que um exame grafotécnico apontou convergência entre a escrita dos bilhetes e a grafia da vítima.