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Política

Trad critica ação na Venezuela e cogita reuniões do Congresso no recesso

CRE acompanha crise e demonstra preocupação com brasileiros e fronteiras

Por Inara Silva | 03/01/2026 11:45
Trad critica ação na Venezuela e cogita reuniões do Congresso no recesso
Nelson Trad Filho em discurso no senado, em Brasília (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Com um tom crítico e direto, o senador Nelson Trad Filho (PSD) comentou a ação militar em território venezuelano e defendeu uma atuação firme do parlamento brasileiro diante da escalada de tensão no país vizinho. “A ação foi ilegal num governo ilegítimo. Não dá para passar a mão na cabeça dos malfeitos do Maduro. A soberania e a democracia que me perdoem. Não foi por falta de aviso,” afirmou ao Campo Grande News o parlamentar que é presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) e da Comissão Temporária Externa para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os Estados Unidos.

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O senador Nelson Trad Filho (PSD) criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando-a como ilegal. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores, ele cogita convocar reuniões extraordinárias durante o recesso parlamentar para discutir a situação.A tensão escalou após o presidente Donald Trump confirmar que forças americanas realizaram uma ofensiva contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, cobrou provas de vida do mandatário, enquanto explosões foram registradas em Caracas.

Para Trad, se necessário, irá defender a convocação imediata de reuniões extraordinárias da Comissão Representativa do Congresso Nacional e da própria CRE, mesmo durante o recesso parlamentar.

O senador afirmou que a CRE acompanha a situação com preocupação, sobretudo em relação à segurança dos brasileiros que se encontram na Venezuela e aos impactos que a manobra norte-americana pode provocar nas cidades brasileiras localizadas na faixa de fronteira. Como os acontecimentos ainda estão em curso, ele acredita que tendem a produzir consequências de curto, médio e longo prazo, o que exige acompanhamento permanente por parte do parlamento.

Neste momento, a orientação é aguardar os posicionamentos oficiais, como o pronunciamento ou eventual coletiva de imprensa do presidente dos Estados Unidos, prevista para as 13h (horário de Brasília), além da manifestação do governo brasileiro, que já convocou uma reunião de emergência para avaliar o cenário. A CRE também observa com atenção as reações de grandes potências e de países considerados aliados do governo venezuelano, como China, Irã e Rússia.

Entre os fatos que chamaram a atenção da comissão estão a rapidez da ação militar realizada em território venezuelano e a possibilidade de conivência interna. A CRE ressalta que o episódio ocorre em um contexto marcado pelo histórico amplamente conhecido do governo de Nicolás Maduro, caracterizado pela corrosão das instituições democráticas, repressão sistemática a opositores, prisões políticas e reiteradas acusações de vínculos com o crime organizado.

Apesar das críticas ao regime venezuelano, a CRE alerta que a defesa da democracia e o combate ao narcotráfico não justificam a banalização do uso da força contra a soberania de um Estado. Qualquer ação dessa natureza deve respeitar os marcos do Direito Internacional e os princípios estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.

Bombardeio - A tensão se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar em uma rede social que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, sem informar para onde ele e a esposa teriam sido levados. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou não saber onde Maduro está e cobrou do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

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