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Política

Trutis lidera lista de gastos de R$ 2,9 milhões dos deputados federais de MS

O mais econômico foi Fábio Trad (PSD), que usou R$ 66,6 mil dos R$ 486,5 mil disponíveis para cada um

Por Caroline Maldonado | 30/12/2021 12:28
Deputado federal por MS Loester Trutis (PSL)(Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
Deputado federal por MS Loester Trutis (PSL)(Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

A um dia do fim do ano, o Portal da Transparência revela que os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram juntos R$ 2,9 milhões durante 2021. Os valores são da cota parlamentar, que os legisladores têm direito para usar com despesas no desempenho do mandato, como pagamento de passagens aéreas de Brasília ao Estado, por exemplo. Cada um pode usar até R$ 40,5 mil por mês.

Indiciado pela Polícia Federal e processado no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de quatro crimes em função de ter denunciado um "atentado fake" contra ele próprio no ano passado, o deputado Loester Carlos Gomes , o "Trutis" (PSL), lidera a lista de gastos, com R$ 466 mil usados.

O mais econômico foi Fábio Trad (PSD), com gasto de R$ 66,6 mil, bem abaixo da média de todos os parlamentares. Por mês, Trad gastou média de R$ 5,5 mil, enquanto Trutis usou valor médio de R$ 33 mil.

Deputado federal por MS Fábio Trad (PSD) (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
Deputado federal por MS Fábio Trad (PSD) (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

Novembro e dezembro são os meses em que os deputados menos gastaram.

Trutis, que em maio chegou a gastar R$ 65,2 mil, gastou apenas R$ 32,13 neste mês, sendo o que menos gastou no último mês do ano, em que os parlamentares podem continuar trabalhando, apesar do recesso de sessões ordinárias, que vai de 23 de dezembro de 2021 a 1º de fevereiro de 2022.

O segundo na lista de gastos é o deputado Humberto Rezende, o "Beto Pereira" (PSDB), com R$ 436 mil; o terceiro é Dagoberto Nogueira (PDT), com R$ 428,5 mil; o quarto é Luiz Alberto Ovando (PSL) com R$ 426,2 mil e o quinto é Vander Loubet, que usou R$ 412,8 mil da verba indenizatória.

Os três mais econômicos do ano, além de Trad, foram Bia Cavassa (PSDB), que gastou R$ 338,9 mil e Rose Modesto (PSDB), que usou R$ 325,9 mil da verba disponível.

Rose e Trad foram também os deputados mais votados, respectivamente, nas últimas eleições, em 2018. Já Bia assumiu a vaga de Tereza Cristina Corrêa (DEM), licenciada para assumir o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em janeiro de 2019.

Cota - Além de passagens aéreas, a CEAP (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) pode ser usada para custear despesas como aluguel de escritório de apoio ao mandato no Estado, alimentação, aluguel de carro, combustível, entre outras. Essa cota não inclui os gastos com salários dos parlamentares e assessores.

O valor da cota é diferente para cada Estado, porque considera o preço das passagens aéreas de Brasília até a Capital do Estado pelo qual o deputado foi eleito.

O saldo mensal não utilizado em um mês fica acumula-se durante o ano. Para cada deputado de MS, são disponibilizados R$ 40.542,84 por mês, o que dá R$ 486,5 mil em um ano.

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