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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/11/2015 19:05

Vereador pede ao TJ devolução de celular apreendido e cópia de perícia

Michel Faustino
Os dados extraídos dos 17 celulares apreendidos na Operação Coffee Break ocupam cerca de 400 mil páginas. Os dados extraídos dos 17 celulares apreendidos na Operação Coffee Break ocupam cerca de 400 mil páginas.

O vereador Eduardo Romero (PT do B) solicitou ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) a devolução do seu celular, apreendido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) durante a Operação Coffee Break no último dia 25 de agosto. Além do aparelho, Romero também solicitou a cópia das transcrições do material obtido pela perícia, assim como o vereador Airton Saraiva (DEM).

O vereador Eduardo Romero justificou o pedido alegando que diante da conclusão da perícia não há necessidade do aparelho permanecer aos cuidados da autoridade judicial. Usando como base decisão que garantiu a devolução do celular, bem como o fornecimento do laudo pericial, ao vereador Otávio Trad (PT do B), no último dia 12.

Já o vereador Airton Saraiva solicitou cópia do laudo pericial, que segundo o documento, resultou em 492 páginas. Conforme o despacho o laudi já foi entregue pelo promotor Marcos Alex Vera de Oliveira à defesa de Saraiva.

Olarte – A defesa do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) também entrou com pedido para ter acesso ao relatório da perícia feita em seu celular. O advogado de Olarte, Jail Azambuja, alega que trechos podem ser utilizados na defesa de Olarte.

Apreensões -Tiveram os celulares apreendidos as 13 pessoas que foram conduzidos coercitivamente ao Gaeco para prestar depoimento no dia 25 de agosto, além dos vereadores Flávio César, Otávio Trad e Eduardo Romero, todos do PT do B.

Os que foram levados para prestar depoimento ao Gaeco foram os vereadores Mário César, Edil Albuquerque e Paulo Siufi (todos do PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldeci Batista Nunes, o “Chocolate” (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlos Augusto Borges, o “Carlão” (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Jamal Salem (PR), o ex-vereador Alceu Bueno (sem partido), e os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco, Fábio Portela Machinsky e João Roberto Baird, proprietário da Itel Informática.

O prefeito afastado Gilmar Olarte também teve o celular apreendido. Como no dia da Operação ele não foi localizado, o aparelho foi entregue pelo então procurador jurídico do Município, Fábio Leandro, só que sem o chip e bloqueado.

 Os dados extraídos dos 17 celulares apreendidos na da Operação Coffee Break ocupam cerca de 400 mil páginas, de acordo com informações do IC (Instituto de Criminalística). A Operação Coffe Break investiga compra de votos dos vereadores, para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP) em março do ano passado.



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