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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

05/02/2015 11:24

Vereadores convocam secretário na segunda para explicar tapa-buraco fantasma

Priscilla Peres e Michel Faustino

Os vereadores repercutiram hoje a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os serviços de tapa-buracos, em Campo Grande. Eles definiram que o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir Brito, será convocado para dar explicações na câmara na próxima segunda-feira (9) à tarde.

O vereador Edil Albuquerque (PMDB), líder do prefeito na Câmara, disse que já entrou em contato com o secretário e ele se mostrou disposto a prestar esclarecimentos sobre os serviços e principalmente sobre a polêmica do tapa-buracos fantasmas. O horário da reunião ainda será definido.

O vereador Chiquinho Telles (PSB), disse que essa convocação faz parte de um processo antes de instaurar a CPI e que ouvir os envolvidos é uma etapa que precisa ser cumprida. "Não adianta eles querer fazer uma CPI sem antes ouvir o secretário, é preciso ter subsídio, atos concretos. Temos que cumprir etapas, vamos ter com essa convocação e queremos as respostas, mas se ele não comparecer aí abre a possibilidade de cogitar uma CPI ou algo para investigar mais a fundo a situação".

Já o vereador Carlão (PSB) disse que tanto eles quanto a população precisam dessa resposta. "O legislativo tem essa prerrogativa de exigir as respostas no caso dos secretários. É importante ele ter sinalizado a boa vontade de ir, indicativo de que eles querem mostrar a população o que aconteceu nesse episódio".

Tapa-buraco fantasma – Na semana passada, vídeo flagrou funcionário da empresa Selco Engenharia realizando recapeamento sem necessidade na Rua Jornalista Marcos Fernandes Hugo Rodrigues, no Parque dos Poderes.

O porteiro Eder Palermo, 39 anos, gravou com seu celular imagens do circuito interno de um condomínio de luxo sobre a ação e divulgou na internet. Com isso, o caso ganhou repercussão nacional.

Conforme a empresa, o funcionário flagrado foi demitido por ter agido com “dolo e má fé”. Esta também ressaltou, em nota divulgada a imprensa, que “nunca orientou o funcionário a agir da referida maneira e que condena a prática, estando tomando todas as medidas ao seu alcance para a correta punição e assegurar que fatos lamentáveis como esse não voltem a ocorrer”.

A Prefeitura suspendeu o contrato com a empresa e o funcionário assumiu a responsabilidade pelo erro.



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