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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

22/09/2016 11:16

Vereadores lamentam morte de Alceu Bueno e fazem minuto de silêncio

Clima na Câmara Municipal era de tristeza nesta quinta-feira

Mayara Bueno e Richelieu Carlo
Câmara Municipal fez um minuto de silêncio em homenagem ao ex-vereador Alceu Bueno. (Foto: Richelieu de Carlo)Câmara Municipal fez um minuto de silêncio em homenagem ao ex-vereador Alceu Bueno. (Foto: Richelieu de Carlo)

Os vereadores de Campo Grande fizeram na sessão desta quinta-feira (22) um minuto de silêncio em homenagem ao ex-parlamentar Alceu Bueno, encontrado morto na manhã anterior. Eles lamentaram o que aconteceu e também propuseram uma moção de pesar para a família do ex-colega no Legislativo Municipal. A sessão, depois, correu normalmente.

“Nenhum ser humano merece morrer deste jeito”, lamentou o vereador Herculano Borges, Carlão, (SD), que propôs um minuto de silêncio. Visivelmente abatido, Carlos Augusto Borges (PSB), lamentou o ocorrido e lembrou que os dois eram amigos.

Francisco Almeida Telles, o Chiquinho (PSD), comentou que “tudo era muito recente”. “Este foi um ano para esquecer na Câmara”. “É uma atitude desumana, que nenhum ser humano merece”. O presidente da Câmara, João Rocha (PSDB), apresentou a moção em nome da casa de leis e lamentou a morte do ex-vereador.

Ainda não se sabe os detalhes da morte, mas levantamento preliminar da perícia indica que a vítima foi morta estrangulada e depois queimada. O líquido usado para atear fogo, além de ser inflamável, era corrosivo e fez com que o corpo da vítima fosse partido ao meio.

Histórico - José Alceu Padilha Bueno foi eleito vereador em 2012, pelo PSL, tendo participado de várias polêmicos e da histórica cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). Ele também era dono de um depósito de materiais de construção, chamado Depósito Bueno, localizado na avenida Coronel Antonino - último local onde esteve ontem antes de desaparecer.

Em abril do ano passado, Bueno renunciou ao cargo de vereador, em carta, após ser acusado de cometer crimes de exploração sexual de vulnerável - aos quais, em dezembro, foi julgado e condenado, mas cumpria pena em liberdade.

Ele também alegou ter sido chantageado por um grupo que participava do esquema, sendo que um vídeo dele com duas garotas de 15 anos, sem roupa e em um quarto, era usado para extorqui-lo. As cenas foram gravadas pelas garotas a pedido dos chantagistas. Um grande investigação foi iniciada a partir daí, com várias prisões.



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