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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/07/2009 17:00

Estudo vê prejuízo em acordo com frigorífico

Redação

Análise do plano de recuperação judicial do Independência feita pelos departamentos técnico e jurídico da CNA (Confederação Nacional de Agricultura) traz um alerta aos pecuaristas que têm créditos a receber do frigorífico.

O relatório prevê um prazo prolongado para pagar as dívidas aos credores e condiciona o pagamento à contração de empréstimo, de R$ 330 milhões, segundo o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira

Ele veio a Campo Grande para informar e ouvir os pecuaristas do Estado na Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e alertou que é preciso observar "os pontos e as vírgulas" do plano no que diz respeito às condições de pagamento.

Sobre o que foi divulgado na mídia quanto às condições de negociação e o que está previsto no plano, Antenor disse "tem muita coisa errada".

Uma delas, disse é que não há previsão de pagamento à vista a credores que têm até R$ 80 mil para receber, ou seja, 63% dos credores do frigorífico. A previsão é de pagamento em dezembro de 2010 e condicionada à contração de financiamento. Outro ponto destacado por Antenor é que esses pecuaristas teriam que continuar fornecendo gado à indústria.

Tanto Antenor quanto representantes da Famasul fizeram questão de reforçar várias vezes que a decisão sobre o plano partirá dos produtores, após assembléias em todos os estados onde há credores e também de destacar que a intenção "não é quebrar o Independência". O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande e da Comissão Estadual de Pecuária de Corte, José Lemos Monteiro, chegou a falar que a indústria também sofre com altas cargas tributárias, mas Antenor rebateu que os tributos atingem a todos e, para ele, a questão é de gerenciamento.

Após a reunião em Mato Grosso do Sul, haverá outras em Goiás, Rondônia e Mato Grosso e, se em todos os produtores manifestarem contrariedade ao plano, será elaborada uma contraproposta. A indústria deve pagamento referente a 30 mil cabeças de boi no Estado, segundo estimativa de José Lemos Monteiro. São R$ 179 milhões devidos a pecuaristas de todo o País.

Prejudicado

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