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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

21/07/2010 16:36

Iagro auxilia produtores que tiveram perdas no rebanho

Redação

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) presta assistência aos produtores da região sul que perderam gado em decorrência do frio.

Os escritórios regionais da Agência visitam os locais e orientam os produtores, de acordo com a diretora-presidente, Maria Cristina Galvão. "Nossas equipes têm visitado as propriedades rurais afetadas e orientado os produtores quanto aos procedimentos de enterro das reses mortas. Além disso, têm informado aos produtores para observarem os animais que sobreviveram, de forma que prestem assistência médico-veterinária em tempo, caso haja algum sintoma de doenças respiratórias", ressaltou.

De acordo com a diretora, a queda brusca da temperatura, aliada a outros fatores, ocasionou a morte dos bovinos: "A maioria dos animais comprometidos são da raça Nelore, com idade entre 8 e 12 meses, ou seja, eram novos, estavam em situação de estresse por estarem recém separados das matrizes. O gado nelore é de origem indiana, estando adaptado a temperaturas tropicais. Há pouca oferta de alimentos, já que estamos na época da seca, e há pouca qualidade dos alimentos, em consequência, os animais estavam sem gordura, sem reservas de energia, sendo assim, vulneráveis a doenças".

O Iagro avisa que o gado morto deve ser enterrado em valas com pelos menos 1,5m de profundidade, em áreas de terrenos elevados, longe de mananciais ou rios.

Se possível, a agência orienta ainda que a área seja cercada para evitar que animais silvestres alimentem-se dos restos mortais e espalhem zoonoses.

Esta não é a primeira vez que isso acontece no Estado. Na década de 1970 houve dois casos parecidos, durante duas grandes geadas.

Maria Cristina enfatiza que não há possibilidade de alta no preço da carne: "Mato Grosso do Sul tem 20 milhões de cabeças de gado. Nós sentimos muito pelos produtores afetados, mas o número de animais mortos não chega a 0,02% do rebanho do Estado, então isso não refletirá na economia. E mais: trata-se de gado magro, que não vai para o abate em curto prazo". Com informações da Assessoria.

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