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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

20/11/2012 17:01

Setor público atrapalha iniciativa privada, diz secretária em evento

Gabriel Neris e Nícholas Vasconcelos
Debate está sendo realizado na tarde de hoje na sede da Famasul, em Campo Grande (Foto: Rodrigo Pazinato)Debate está sendo realizado na tarde de hoje na sede da Famasul, em Campo Grande (Foto: Rodrigo Pazinato)

A titular da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio, e do Turismo), Tereza Cristina Côrrea da Costa Dias, afirmou na tarde desta terça-feira (20) que o setor público atrapalha, de forma geral, a iniciativa privada. Tereza Cristina participa do Agro MS, na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

A secretária trata no debate sobre os desafios de Mato Grosso do Sul a área de logística. Em sua fala, criticou até setores que fazem parte das obrigações de sua pasta, como a assistência técnica oferecida aos produtores rurais e ainda as ações de sanidade animal, essenciais para a pecuária.

Sobre a assistência técnica, Tereza Cristina reclamou que o setor foi "desmantelado" em outras administrações. Sobre a sanidade animal, a secretária comentou que existe uma dificuldade de cuidar da questão em relação ao pescado produzido no Estado.

Ela prosseguiu falando de outros problemas para o crescimento da produção no Estado. “A gente atrai indústrias e passa por gargalos”, diz, se referindo às estradas que não comportam o transporte, por exemplo. “Hoje nós atrapalhamos o desenvolvimento da iniciativa privada. Temos que criar políticas públicas acompanhando a iniciativa privada”, acredita.

A titular da Seprotur também criticou a reforma tributária, que segundo ela, não leva em consideração as diferenças regionais, comparando o Centro-Oeste com parte da região Nordeste do país. Tereza comentou também a compensação da Lei Kandir, que isenta de impostos produtos primários destinados à exportação, e que criou um fundo para ressarcir os estados, mas só paga entre 6% e 7% dos valores não recolhidos.

Cálculos da secretária da Seprotur apontam que as regras que impedem a compra de terras por estrangeiros impedem investimentos em torno de R$ 15 bilhões.

O presidente da Monsanto Brasil, André Dias, comentou que na década de 1970, o país importava alimentos e há 40 anos passou para exportador. “Somos o único país tropical que avançou na produção de alimentos”, afirma.

Dias citou o exemplo do milho que fechou a safra 2010/2011 2,5 vezes maior que a safra 1990/1991 com produção na mesma área.




É simples acabem com a lei Kandir ! e cobrem impostos desses monocultores que quando perdem safra exigem dinheiro do governo (contribuinte), perdão de dívidas, etc ...e quando ganham milhões não revertem nada em impostos ,escolas, hospitais ... Essa gente tem a cara de pau da secretária... peça demissão imcompetente ! e volte para suas empresasrurais gozar das benesses de classe.
 
Homero Silva Santos em 20/11/2012 19:56:41
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