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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

15/12/2009 08:05

Valorização do real afeta exportações de carne

Redação

Neste fim de ano o pecuarista enfrenta problemas: por um lado a carne brasileira está menos competitiva, com a valorização do real frente ao dólar, de outro as chuvas elevaram a oferta de gado e o maior consumo de outras carnes no fim de ano esfria a demanda pela bovina.

Dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento apontam que de janeiro a novembro as exportações de carne congelada por Mato Grosso do Sul caíram 7,74% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 297.472.619. No caso das carnes desossadas, que são exportadas em menor volume, houve aumento expressivo 189%, totalizando U$ 33,3 milhões.

Para o comprador internacional a carne brasileira está mais cara, por conta do câmbio, mas o pecuarista está recebendo menos pela arroba.

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, ressalta que hoje no Estado há negócios a R$ 65,00 a arroba, quando há 90 dias era comercializada na casa dos R$ 78,00.

Isso decorre do aumento da oferta, porque as chuvas proporcionaram boa reserva de pasto e neste momento do consumo mais forte de outras carnes, como aves e suínos.

Para ele, essa situação deve levar o pecuarista a destinar um número maior de animais ao abate, inclusive de matrizes, o que futuramente teve a refletir em nova redução do rebanho de bovinos.

Nos últimos anos o rebanho do Estado vem caindo e Mato Grosso do Sul saiu da condição de primeiro maior rebanho do País, mantida por vários anos e hoje já é o terceiro, atrás de Mato Grosso e Minas Gerais. Em 2008 o rebanho estadual era de 22.365.219 animais, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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