H3N2 já provocou duas mortes este ano em Mato Grosso do Sul
Subtipo do influenza, o vírus tem linhagem chamada de gripe K que circula desde dezembro no País

Do início deste ano até 17 de janeiro, duas pessoas morreram em Mato Grosso do Sul devido à SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) provocada pelo H3N2, subtipo do vírus influenza. O número foi divulgado no último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Mato Grosso do Sul registrou duas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo vírus H3N2 em 2024. As vítimas, residentes em Corumbá e Sidrolândia, tinham mais de 60 anos, sendo que uma delas apresentava comorbidade com imunodeficiência. O estado foi o primeiro a identificar casos da gripe K, uma nova linhagem do H3N2, com 12 infectados em dezembro de 2023. Em 2023, o H3N2 causou 10 mortes no estado, enquanto o H1N1 registrou número recorde de 127 óbitos desde 2009.
O documento não detalha se os casos estão também relacionados à gripe K, uma linhagem do H3N2 que foi identificada no Brasil pela primeira vez em dezembro do ano passado, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A reportagem pediu mais informações à assessoria da pasta e aguarda retorno.
- Leia Também
- Mato Grosso do Sul confirma mais 9 casos de gripe K
- Casos de gripe K serão monitorados através de central, diz secretário
Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado a ter a gripe K identificada. Até 22 de dezembro, a SES havia confirmado 12 pessoas infectadas, mas nenhuma morte. Os pacientes têm entre três meses e 87 anos de idade e moram em Campo Grande, Costa Rica, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas.
Óbitos - As pessoas que morreram por H3N2 este ano moravam em Corumbá e Sidrolândia. A primeira morreu em 7 de janeiro, aos 92 anos, e tinha problemas de saúde no coração e no pulmão. Já a outra morreu em 14 de janeiro, tinha 65 anos e comorbidade que causava imunodeficiência.
No ano passado, o subtipo do vírus provocou 10 mortes no Estado. Em relação ao vírus influenza, o que mais causou óbitos foi o H1N1, inclusive, em quantidade recorde na série histórica monitorada pela SES desde 2009: foram 127 vítimas.
*Matéria editada às 16h01 para acrescentar informações sobre as vítimas.

