Paraguai passa a exigir QR Code em medicamentos com tirzepatida
Para quem é de MS e compra produtos "do outro lado", medida adiciona camada de segurança contra falsificações

O Paraguai passou a exigir identificação individual em medicamentos que contenham tirzepatida, substância presente em produtos usados no tratamento do diabetes e também procurados para emagrecer. O objetivo é permitir a conferência da origem de cada unidade e dificultar falsificações, adulterações e a circulação de produtos sem procedência.
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O Paraguai passou a exigir identificação individual em medicamentos com tirzepatida, substância usada no tratamento do diabetes e para emagrecer. A Resolução nº 91/2026 da Dinavisa obriga fabricantes a incluir códigos GTIN, DataMatrix ou QR Code nas embalagens, permitindo rastrear origem e autenticidade. A medida impacta Mato Grosso do Sul, especialmente cidades de fronteira como Ponta Porã, onde brasileiros têm acesso fácil ao comércio paraguaio.
A mudança tem repercussão direta em Mato Grosso do Sul, que mantém extensa faixa de fronteira com o país vizinho. Em cidades como Ponta Porã, separada de Pedro Juan Caballero apenas por ruas e avenidas, consumidores brasileiros têm fácil acesso ao comércio paraguaio, inclusive a farmácias e drogarias.
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A obrigatoriedade foi estabelecida pela Resolução nº 91/2026 da Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai). A norma determina que fabricantes e importadores incluam um sistema de identidade unitária nas embalagens primárias ou secundárias dos medicamentos à base de tirzepatida.
A identificação poderá ser feita por código GTIN (Global Trade Item Number), DataMatrix ou QR Code. O mecanismo permite reconhecer cada unidade e vinculá-la ao respectivo lote de fabricação, ampliando a rastreabilidade do produto.
Em uma publicação nas redes sociais, a vigilância sanitária paraguaia mostrou o sistema aplicado à embalagem do Tirzec, medicamento injetável à base de tirzepatida.
A Dinavisa orienta que medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias autorizadas. O órgão alerta que produtos vendidos informalmente podem ser adulterados, não apresentar a eficácia esperada ou provocar reações adversas.
Com o novo sistema, a fiscalização paraguaia pretende acompanhar a origem, o destino e a autenticidade de cada unidade comercializada.

