Serviço itinerante de saúde para vulneráveis é alvo de apuração na Capital
Fiscalização avalia cobertura, equipes e integração com a rede pública municipal
Com população de rua que pode chegar a 1,8 mil pessoas, MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu procedimento para fiscalizar o funcionamento do Consultório na Rua em Campo Grande, serviço voltado ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu procedimento para fiscalizar o Consultório na Rua em Campo Grande, serviço do SUS que atende pessoas em situação de vulnerabilidade. A cidade tem entre 1,6 mil e 1,8 mil moradores de rua. Duas equipes atuam na capital desde 2013 e 2024. O MPMS deve realizar inspeção técnica para avaliar estrutura e identificar falhas. A prefeitura prevê ampliar o serviço com uma terceira equipe até 2029.
A apuração é conduzida pela 76ª Promotoria de Justiça e tem como foco verificar se o atendimento prestado ocorre de forma contínua e eficaz. Entre os pontos analisados estão a cobertura do serviço, a regularidade das abordagens e a integração com a rede pública de saúde.
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Atualmente, duas equipes atuam na Capital, implantadas em 2013 e 2024, com profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. O trabalho é itinerante, com presença concentrada em regiões com maior número de pessoas em situação de rua.
Além dos atendimentos diretos, o serviço também faz encaminhamentos para unidades básicas, Caps (Centros de Atenção Psicossocial), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e serviços da assistência social, garantindo a continuidade do cuidado.
Dados analisados no procedimento, com base em informações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), apontam que a população em situação de rua varia entre 1,6 mil e 1,8 mil pessoas ao longo dos anos, o que reforça a necessidade de ações permanentes e integradas.
O planejamento da prefeitura também entrou na análise. O Plano Municipal de Saúde 2026–2029 prevê ampliar o atendimento com a reclassificação de uma das equipes e a criação de um terceiro grupo, o que deve aumentar a cobertura do serviço.
Como próximo passo, o MPMS deve realizar inspeção técnica para avaliar estrutura, equipes, insumos e a articulação com a rede de saúde. A intenção é identificar falhas e propor melhorias.
Para o órgão, o Consultório na Rua é uma ferramenta essencial para garantir acesso à saúde à população em situação de rua, principalmente por atuar diretamente nos territórios e promover vínculo com os usuários.
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