SUS terá medicamento para tratar câncer na medula que custa quase R$ 35 mil
Lenalidomida foi incorporada para pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados
O SUS (Sistema Único de Saúde) terá até 180 dias para começar a ofertar a lenalidomida, medicamento usado no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados que passaram por transplante de células-tronco. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (29) e é assinada por Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde.
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O SUS terá até 180 dias para ofertar a lenalidomida, medicamento para mieloma múltiplo em pacientes pós-transplante de células-tronco. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29). O remédio, vendido como Revlimid, custa entre R$ 18 mil e R$ 35 mil por caixa. A incorporação foi aprovada pela Conitec e assinada pela secretária Fernanda De Negri, do Ministério da Saúde.
O remédio chama atenção pelo custo. No mercado brasileiro, a lenalidomida, vendida como referência pelo nome Revlimid ou em versões genéricas, pode variar de cerca de R$ 18 mil a mais de R$ 35 mil por caixa, conforme a dosagem. Como o tratamento costuma ser feito em ciclos, o gasto mensal pode chegar à casa das dezenas de milhares de reais.
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Na portaria, o Ministério da Saúde informa a decisão de “incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a lenalidomida para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados que foram submetidos ao transplante de células-tronco, conforme Protocolo Clínico do Ministério da Saúde”.
Isso significa que o medicamento passa a integrar a lista de tecnologias que devem ser oferecidas pela rede pública para esse grupo específico de pacientes. A própria portaria, porém, estabelece que as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS. Ou seja, o remédio foi aprovado para entrada na rede, mas ainda depende da organização do Ministério da Saúde para chegar aos pacientes.
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que atinge células da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. A doença pode comprometer ossos, rins, sangue e sistema imunológico. Em parte dos casos, o tratamento inclui transplante de células-tronco, seguido de medicamentos de manutenção para tentar controlar a evolução da doença.
A lenalidomida é usada justamente nesse contexto: depois do transplante, conforme o protocolo clínico definido pelo Ministério da Saúde. A inclusão no SUS é relevante porque o alto preço do medicamento costuma levar pacientes a buscar fornecimento gratuito pela rede pública, por planos de saúde ou por ações judiciais. É aquele tipo de remédio em que a prescrição não cabe no bolso de quase ninguém.
A decisão foi tomada no âmbito da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), responsável por avaliar a entrada de medicamentos, exames, procedimentos e outras tecnologias na rede pública. O relatório de recomendação sobre a lenalidomida ficará disponível no site da comissão.
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