Um a cada 134 pessoas vivem com HIV/Aids em Campo Grande
Do total de 7.170 pacientes, 5.361 estão com carga viral indetectável e não transmitem o vírus
Dados divulgados nesta semana pelo Serviço de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) revelam um cenário que chama atenção em Campo Grande. Atualmente, 7.170 pessoas vivem com HIV/Aids na Capital, o que na prática significa que, a cada 134 moradores, um convive com o vírus.
RESUMO
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Apesar do número expressivo, a maioria está em tratamento e com controle da doença. Do total, 6.461 pacientes fazem acompanhamento em serviços especializados e outros 709 são atendidos em Unidades Básicas de Saúde em diferentes unidades da cidade.
Entre os serviços especializados, o acompanhamento é feito principalmente pelo CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), Cedip (Centro De Doenças Infecto Parasitárias) e no Hospital Esterina, que juntos concentram os atendimentos.
Já na rede básica, 23 unidades também participam do cuidado contínuo desses pacientes. Entre elas, estão Universitário, Caiçara, Moreninha, Nasser e Silvia Regina, 26 de Agosto, Nova Lima, Itamaracá, Noroeste, Macaúbas e Santa Emília e Iracy Coelho.
Outro dado considerado essencial é que 5.361 pessoas estão com carga viral indetectável. Isso representa quase 75% dos pacientes em acompanhamento.
Na prática, significa que essas pessoas fazem uso correto da medicação antirretroviral e por isso, o vírus fica controlado no organismo. Com a carga viral indetectável, não há transmissão do HIV.
Abandono do tratamento preocupa - Mesmo com avanços, ainda há desafios. Segundo o levantamento, 832 pessoas deixaram de fazer o acompanhamento regular, o que representa cerca de 12% dos pacientes.
O que são HIV e Aids?
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ataca o sistema imunológico, enfraquecendo a capacidade do organismo de se defender de doenças. Já a Aids é o estágio mais avançado da infecção, quando o sistema imune está bastante comprometido.
A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas, transfusão de sangue contaminado, hoje extremamente rara, transmissão da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.
Em Campo Grande, a população tem acesso gratuito à prevenção e ao diagnóstico pelo SUS. No CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), são oferecidos testes rápidos de HIV e outras ISTs, preservativos e lubrificantes, além de medicamentos de prevenção.
Entre eles estão a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), indicada para pessoas com maior risco, ela reduz significativamente a chance de infecção, além da PEP (Profilaxia Pós-Exposição), usada após uma possível exposição ao vírus, devendo ser iniciada em até 72 horas.
Tratamento garante qualidade de vida - Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade de vida e expectativa semelhante à da população geral.
O principal desafio, segundo os dados, ainda é manter o acompanhamento contínuo. Interromper o tratamento pode levar à queda da imunidade e ao avanço da doença.
Por outro lado, os números mostram que, quando há adesão, o resultado é que a maioria dos pacientes consegue controlar o vírus e não transmiti-lo.
O CTA fica na Rua Anhanduí, 353, na Vila Carvalho.
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