ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MAIO, SEXTA  08    CAMPO GRANDE 24º

Capital

“Uma crueldade, ele teve que se render”, diz testemunha de execução no Caiobá

Dupla em motocicleta matou João Vitor com cinco tiros na varanda de uma casa

Por Bruna Marques e Geniffer Valeriano | 08/05/2026 08:37
“Uma crueldade, ele teve que se render”, diz testemunha de execução no Caiobá
Varanda da casa onde João Vitor foi morto com cinco tiros (Foto: Juliano Almeida)

“Foi uma crueldade, porque ele matou pelas costas, ele teve que se render”. A frase é da mulher que estava com João Vitor Alves da Silva Dias, de 23 anos, no momento em que ele foi executado com cinco tiros na noite desta quinta-feira (7), na Rua Cachoeira do Campo, no Portal Caiobá, em Campo Grande.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

João Vitor Alves da Silva Dias, de 23 anos, foi executado com cinco tiros na varanda de uma residência no Portal Caiobá, em Campo Grande, na noite desta quinta-feira (7). Dois homens chegaram em uma motocicleta vermelha com a placa encoberta por uma sacola plástica e o garupa efetuou os disparos. A vítima, que usava tornozeleira eletrônica e tinha passagens por homicídios, foi socorrida, mas não resistiu.

Segundo a testemunha, que não será identificada, os atiradores chegaram em uma motocicleta e os disparos foram feitos pelo garupa. João foi assassinado na varanda da casa.

A dona do imóvel contou que não possui parentesco com a vítima, mas que João frequentava a residência por ser amigo do neto dela.

“Infelizmente não existe mais amor ao próximo, não importa o que ele fez ou deixou de fazer, mas matar ele aqui dentro, eu acredito, que só matou ele porque ele não quis entrar na sala onde eu estava sentada, ele teve que se render e eu estava sentada ali dentro”, afirmou.

A mulher contou que estava dentro da casa no momento do ataque e ouviu apenas os disparos. Ao sair, viu somente as costas do atirador fugindo após executar João. Abalada, ela afirmou que não sabe quem pode ter cometido o crime e descreveu a ação como cruel. “Pulei do sofá e fui para fora, só vi as costas do atirador. Foi uma crueldade, porque ele matou pelas costas, ele teve que se render”.

Ainda conforme a testemunha, a filha dela tentou socorrer João e o levou para o CRS (Centro Regional de Saúde) Coophavila II, mas ele não resistiu aos ferimentos. “Eu não dormi direito, estou até agora tentando entender como isso aconteceu, foi uma fatalidade mesmo”.

Questionada se o autor chegou a falar algo para a vítima antes dos disparos, a mulher afirmou que não. Segundo ela, João estava sentado próximo ao portão quando os suspeitos passaram pela rua mais de uma vez antes do crime e chegaram a parar em frente ao imóvel.

“Uma crueldade, ele teve que se render”, diz testemunha de execução no Caiobá
Testemunha que estava na residência no momento do crime relatou ter ouvido cinco disparos (Foto: Juliano Almeida)

“Minha netinha estava brincando aqui na frente com o cachorro e o guri não respeitou nem isso, entrou aqui e quando o João viu, correu. Acho que ele pensou ‘minha vó está lá dentro, para onde eu vou?’ não teve saída, teve que se render”.

A testemunha disse que, apesar de não serem parentes, João a chamava de avó. Ela contou que conheceu o jovem há quatro anos, através do neto biológico, quando os dois trabalhavam juntos em uma empresa de entrega.

“Pegamos uma amizade, um amor por esse menino, mas não sabemos o que esses adolescentes fazem lá atrás, é um sentimento de dor, de perda, um sentimento que vai ficar para sempre, porque eu estava aqui”.

A mulher afirmou ainda que João usava tornozeleira eletrônica porque já havia sido preso, mas que atualmente trabalhava em um restaurante. “Meu neto estava arrumando um serviço fixo para ele, estava tudo certo para hoje. Ele estava tentando mudar de vida, mas quando eles decidem mudar já é tarde”.

Ela também relatou que policiais informaram que João possuía passagens criminais por dois homicídios. “Mas não sei, o policial que nos falou ontem, não sei o que ele fez lá atrás”.

Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento de João.

Crime - Conforme registrado no boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender o caso e, ao chegarem ao imóvel onde o crime aconteceu, encontraram uma mulher de 34 anos que estava com João Vitor no momento dos fatos. Ela relatou que dois homens chegaram em uma motocicleta vermelha. O passageiro desceu usando capacete cinza escuro, jaqueta escura e calça jeans e, logo em seguida, fez cinco disparos contra a vítima.

Após os tiros, os suspeitos fugiram em alta velocidade. A placa da motocicleta estava coberta por uma sacola plástica, o que dificulta a identificação.

A área foi isolada para o trabalho da perícia e equipes da Polícia Civil acompanharam os procedimentos no local. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

A mãe da vítima informou à polícia que o filho não tinha desentendimentos e disse desconhecer qualquer possível motivação para o crime. Moradores da região também não souberam apontar quem seriam os autores.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.