Beto Avelar assume o PP na Câmara e afirma que vai seguir na base da prefeita
Vereador também descarta uma ruptura no partido, após a saída de Maicon Nogueira, por críticas à Adriane Lopes

O vereador Beto Avelar (PP) assumiu, nesta quinta-feira (28), a liderança do PP (Partido Progressista) na Câmara Municipal de Campo Grande. A definição ocorreu duas semanas após o vereador Maicon Nogueira (PP) deixar o posto, alegando incompatibilidade entre a função e a postura crítica que vinha adotando em relação à gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).
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Atual líder da prefeita no Legislativo, Beto afirmou que houve consenso dentro da bancada e da direção partidária para que ele acumulasse as duas funções.
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“O Maicon tinha entregue a liderança, daí entramos em um consenso e levaram o meu nome. A própria direção do partido tinha solicitado isso. E é assim: acho que o que é bom para Campo Grande é bom para o PP e, consequentemente, para a prefeita”, declarou.
Segundo o vereador, a bancada continuará alinhada à base da prefeita, mas mantendo discussões sobre os projetos encaminhados pelo Executivo. Mesmo sendo líder do Executivo, o parlamentar acredita que vai conseguir conciliar o cargo com o de liderança do partido.
O parlamentar também comentou a relação com Maicon Nogueira após a saída da liderança e descarta uma ruptura no partido. Segundo ele, houve conversa entre os dois e o vereador continuará atuando de forma independente, mas sem necessariamente se afastar das pautas de interesse do município.
“Foi uma conversa bem ponderada. Ele entende que vai continuar como independente e tudo mais, mas ele foi eleito como eu. Se o projeto for bom para Campo Grande, acredito que ele vai votar favoravelmente, independentemente de ser um projeto do Executivo”, disse.
No último dia 14 de maio, Maicon Nogueira anunciou a saída da liderança do PP na Câmara. Na ocasião, afirmou que permanecer no cargo exigiria omissão diante de problemas que, segundo ele, precisam ser criticados publicamente.
“O líder tem uma função muito destacada dentro da Casa. Ele tem o direito de falar mais do que os outros vereadores. E, hoje em dia, um vereador que quer atuar de maneira independente, honrando a expectativa das pessoas, tem que falar a verdade. E falar a verdade, muitas vezes, desagrada o partido, desagrada a liderança do partido. Eu não consigo fingir que não existem problemas em Campo Grande”, afirmou à época.
O vereador também relatou ter sofrido pressão interna dentro do partido por conta das críticas direcionadas à administração municipal. Apesar disso, descartou deixar o PP e disse que continuaria atuando de forma independente na Câmara.
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