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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

30/04/2018 18:44

Bancos terão de implantar planos de segurança contra crimes cibernéticos

A resolução delimita medidas que terão de ser adotadas por todas as instituições financeiras do país.

Adriano Fernandes

Os bancos que atuam no país terão de apresentar ao Banco Central suas políticas para segurança cibernética. Segundo a resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), as instituições serão obrigadas também a estabelecer requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados.

Ainda conforme o G1, outra medida prevista na resolução aos bancos é a implementação, de "plano de ação" que possa prevenir crimes cibernéticos e também atuar para combatê-los.
Segundo o diretor do Banco Central Otávio Damaso, controles específicos sobre este tipo de segurança passarão a ser exigidos, entre eles a organização de um plano de política cibernética, o tratamento de incidentes e uma definição de como a instituição deve se comportar diante desses eventuais incidentes.

A instituição também deve definir um diretor responsável por isso. No que diz respeito à contratação de terceirizadas para operar os serviços de segurança, as instituições devem informar ao Banco Central com antecedência mínima de 60 dias a empresa e os serviços que serão contratados.

Em caso de contratação de empresas no exterior, as instituições podem contratar serviços em países que tenham firmado o MoU (Memorando de Entendimento entre Bancos Centrais). Caso não haja este acordo, o BC deve decidir se autoriza ou não a contratação.

Além disso, a legislação do país onde será feita a contratação não pode restringir o acesso a esses dados à instituição financeira e ao Banco Central. Por fim, a instituição financeira deve identificar ao BC o país, a região e sistemas que armazenarão essas dados.

As instituições terão 180 dias para apresentar o cronograma, que deve ser cumprido até 2021.
"Os ataques cibernéticos são cada vez mais sofisticados e profissionalizados", disse Damaso. "Mas a gente identificou a necessidade de chamar um pouco mais a atenção para a organização, para a gestão desse risco no âmbito das instituições financeiras. É um movimento que está acontecendo em outros países também", completou.



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