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Novo vírus trava vinda de aérea para Campo Grande

Por Paulo Nonato de Souza | 19/03/2020 08:28
A áerea chilena JetSmart, uma das estrangeiras em negociação desde 2019 para operar no Aeroporto Internacional de Campo Grande (Foto: Divulgação)
A áerea chilena JetSmart, uma das estrangeiras em negociação desde 2019 para operar no Aeroporto Internacional de Campo Grande (Foto: Divulgação)

O impacto econômico provocado pela pandemia de coronavírus (Covid-19) fez esfriar as negociações que o governo do estado vinha desenvolvendo para a entrada de nova companhia aérea no mercado de voos domésticos a partir de Campo Grande, declarou o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling.

“Neste momento tem como a gente ter perspectivas de novos voos para Campo Grande. Evidente que estamos atentos ao mercado, mas agora não há ambiente para se negociar com as companhias aéreas”, afirmou o dirigente da Fundtur.

O cenário atual contrasta com o clima de otimismo revelado pelo próprio Bruno Wendling em setembro de 2019, quando anunciou tratativas com a chilena JetSmart e a argentina Flybondi para gerar concorrência e normalização dos preços das passagens, que já eram altos e foram a patamares estratosféricos desde que a Avianca saiu do mercado em abril do ano passado por problemas financeiros.

“Pelo menos 60% dos voos já foram suspensos pela redução das demandas por transporte aéreo provocada pelo coronavírus. As companhias aéreas estão com foco no enfrentamento dessa crise do COVID-19, ou seja, o momento agora é de sobrevivência e de trabalhar em um cenário muito complicado nos próximos três ou quatro meses”, declarou Bruno Wendling.

Na última terça-feira, 17, a Gol Linhas Aéreas anunciou a suspensão de todas as suas operações internacionais a partir da próxima segunda-feira, 23, como medida de segurança em relação ao coronavírus e adequação ao novo cenário de demandas por transporte aéreo. No total, entre operações nacionais e internacionais, a Gol prevê diminuir entre 60% e 70% suas operações até meados de junho.

Já a Azul anunciou medidas emergenciais que incluem desde a suspensão de rotas, redução de demanda, fechamento de bases e suspensão de entrega de aeronaves. A companhia reduzirá a capacidade consolidada de 20% a 25% no mês de março, e entre 35% a 50% em abril e meses seguintes, até que a situação seja normalizada.