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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019


30/07/2019 07:08

Seis destinos para um bate e volta em MS no aniversário da Capital

Feriado do aniversário de 120 anos de Campo Grande será em uma segunda-feira, 26 de agosto

Paulo Nonato de Souza
Pirâmide em formato de casa no Condomínio Zigurarts, um atrativo diferente na zona rural de Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)Pirâmide em formato de casa no Condomínio Zigurarts, um atrativo diferente na zona rural de Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)

O mês de agosto está chegando, hora de começar a pensar sobre o que fazer no aniversário de Campo Grande, dia 26, que este ano, para a alegria dos que sentem tédio quando o domingo está acabando, será comemorado em uma bela e bem-vinda segunda-feira.

A cidade estará festejando sua data histórica de 120 anos de emancipação e você terá um feriado municipal com descanso prolongado. Se preferir sair de Campo Grande para renovar as energias, o ideal talvez seja fazer uma viagem de bate e volta para alguns destinos aqui mesmo em Mato Grosso do Sul.

Listamos algumas dicas de destinos de turismo de aventura próximos de Campo Grande, considerando fatores de locomoção de carro, carona ou ônibus e também o fato de que serão dois ou três dias de parada no trabalho. Veja a nossa lista abaixo:

1 - Aquidauana:

Moro do Chapéu, um dos atrativos na zona rural do município de Aquidauana (Foto: Reprodução)Moro do Chapéu, um dos atrativos na zona rural do município de Aquidauana (Foto: Reprodução)

Para quem segue na rodovia BR-262 a partir de Campo Grande são 140 km até a cidade de Aquidauana. É a primeira escala de um roteiro pela região do Pantanal que também inclui Miranda e Corumbá. São 74 km entre Aquidauana e Miranda, depois mais 191 km até Corumbá.

O cartão de visita é o Pantanal, mas Aquidauana apresenta uma grande variedade de atrações turísticas, como as belezas naturais da Serra de Maracaju, um conjunto de montanhas que divide o Estado de Mato Grosso do Sul. A leste tem os campos de cerrado e a oeste a planície pantaneira, com cachoeiras, cavernas e até praias de areia branca às margens do Rio Aquidauana.

A lista de destinos em Aquidauana inclui o Morro do Paxixi, Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, Parque da Lagoa Comprida, Museu Marechal José Machado Lopes, Piraputanga, Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição e Ponte Roldão Carlos de Oliveira.

2 - Jardim:

O Buraco das Araras, refúgio de vida silvestre em Jardim (Foto: Buraco das Araras/Divulgação)O Buraco das Araras, refúgio de vida silvestre em Jardim (Foto: Buraco das Araras/Divulgação)

Distante 237 km de Campo Grande pela rodovia BR-060, Jardim é um importante destino de ecoturismo em Mato Grosso do Sul. Com 100 metros de profundidade, 160 de diâmetro e 500 de circunferência, o Buraco das Araras, localizado na Fazenda Alegria, distante 28 km em relação ao centro da cidade, é uma de suas principais atrações turísticas a R$ 78 por pessoa. O lugar é refúgio de vida silvestre criado pela própria natureza.

Outra atração que vale a pena em Jardim é a Lagoa Misteriosa, um dos atrativos turísticos mais procurados na região da Serra da Bodoquena. Com profundidade desconhecida, a lagoa tem 30 metros de largura e 60 de cumprimento. De todas as tentativas de se chegar ao fundo, a marca mais profunda foi registrada em 1998 pelo mergulhador Gilberto Menezes de Oliveira, que atingiu a profundeza de 220 metros sem conseguir o objetivo.

O passeio na Lagoa Misteriosa, localizada na fazenda Recanto Ecológico Rio da Prata, a 36 km de Jardim, inclui flutuação (R$ 166 por pessoa) e mergulho com cilindro (R$ 400 por pessoa com direito aos equipamentos necessários). Outra opção é o almoço servido na sede do Recanto Ecológico Rio da Prata ao preço de R$ 56 por pessoa.

Partindo de Campo Grande, são sois caminhos que levam você até a cidade de Jardim: Via Aquidauana (280 km pela BR-262) ou via Sidrolândia (233 km pela BR-060).

3 - Ponta Porã e Pedro Juan Caballero:

Avenida separa os países com Ponta Porã, no Brasil, de um lado, Pedro Caballero, no Paraguai, do outro (Foto: Tião Prado)Avenida separa os países com Ponta Porã, no Brasil, de um lado, Pedro Caballero, no Paraguai, do outro (Foto: Tião Prado)

Partindo de Campo Grande são 342 km pela BR-163 e BR-463. A mais famosa fronteira sul-mato-grossense com o Paraguai é uma sugestão, caso você tenha a intenção de aproveitar o feriado emendado com o fim de semana para visitar pontos turísticos ou fazer compras de produtos importados em Ponta Porã, no lado brasileiro, e Pedro Juan Caballero, no lado paraguaio.

As dicas de atrativos em Ponta Porã incluem o prédio do 11º Regimento de Cavalaria Mecanizada, construído em 1941, a antiga Estação Ferroviária, inaugurada entre as década de 1940 e 1950, o Museu da Erva Mate, que mostra o ciclo da erva mate na região fronteiriça com fotos de época, objetos antigos e acervo bibliográfico, o Marco Grande, construído a partir do Tratado de 1872 no trevo da saída para o município de Antônio João, que delimita a nossa fronteira de 1.365 km de extensão, e o Castelinho, uma construção da década de 1920.

Já Pedro Juan Caballero tem o turismo histórico e de aventura, e entre os grandes atrativos estão as belezas naturais do Parque Nacional Cerro Corá, a 35 km de Ponta Porã. Criado em 1976, o parque não é só uma reserva natural, é também uma referencia cultural histórica por ter sido palco da última batalha da Guerra do Paraguai em 1º de março de 1870, além das suas cavernas com pinturas rupestres pré-colombianas.

4 – Bodoquena:

A Cachoeira Boca da Onça é um dos destinos mais procurados pelos turistas em Bodoquena (Foto: Divulgação)A Cachoeira Boca da Onça é um dos destinos mais procurados pelos turistas em Bodoquena (Foto: Divulgação)

Distante 262 km de Campo Grande pela rodovia BR-262, só a contemplação ao parque e sua imensa diversidade de aves e mamíferos já faz valer a pena, mas Bodoquena é famosa pela grande quantidade de cachoeiras abertas à visitação: Cachoeira Boca da Onça, Cachoeira Buraco do Macaco, Cachoeira Garganta da Arara, Cachoeira Poço da Lontra, Cachoeira do Fantasma e o Córrego Azul, que não é cachoeira nem cascata, mas um lugar de águas cristalinas que virou ponto de flutuação e mergulho

Na trilha ecológica da Boca da Onça, em meio a 4 km de mata, você tem a chance não apenas de contemplar as belezas naturais do lugar, mas até mergulhar em piscinas naturais de água transparente e ainda tomar banho debaixo de algumas cachoeiras. É importante saber que nem todas possuem pontos de banho para os turistas.

A trilha ecológica fica na Fazenda Boca da Onça com área de 55% de reserva natural e 45% de produção pecuária, distante 36,3 km em relação ao centro da cidade de Bodoquena com acesso pela estrada do Assentamento Canaã. Nem todas as cachoeiras da trilha ecológica permitem banho, mas você pode deixar para dar o seu mergulho na Praia Boca da Onça. Localizada no rio Salobra, um afluente do rio Miranda, a praia tem vista privilegiada para a Cachoeira Boca da Onça.

Vale lembrar também que visitar as cachoeiras da trilha exige não só disposição e espírito de aventura, mas uma boa condição física. Por exemplo, a escada de acesso a trilha tem 886 degraus, considerada uma obra de arte da engenharia moderna que levou 8 meses para ficar pronta.

5 - Bonito:

Estância Mimosa, lugar de cachoeiras e trilhas na zona rural de Bonito (Foto: Rio da Prata/Assessoria)Estância Mimosa, lugar de cachoeiras e trilhas na zona rural de Bonito (Foto: Rio da Prata/Assessoria)

Fica a 297 km de Campo Grande com acesso pela rodovia BR-060. Mesmo o campo-grandense que ainda não conhece, certamente sabe que Bonito tem na sua área rural uma fartura de atrativos construídos pela natureza, desde rios de águas transparentes, verdadeiros aquários naturais, cachoeiras, grutas, e a mais famosa delas é a Gruta do Lago Azul, trilhas para passeio a cavalo, dolinas, cavernas e cachoeiras.

Um dos atrativos mais visitados é a Estância Mimosa Ecoturismo, uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), distante 24 km em relação ao centro da cidade. Lá você tem passeios em trilhas, banhos em cachoeiras de águas cristalinas e contemplação de animais silvestres em 272 hectares de belezas naturais às margens do Rio Mimoso.

6 - Corguinho:

Uma das casas do Condomínio Zigurats, na zona rural do município de Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)Uma das casas do Condomínio Zigurats, na zona rural do município de Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)

Distante apenas 100 km de Campo Grande, o município de Corguinho, com 6 mil habitantes, é um perfeito destino de turismo de aventura para uma viagem de bate e volta. De carro, o tempo estimado de viagem de é de 1h30 pela rodovia MS-080.

As opções de aventura em meio a natureza são muitas. A lista de atrativos é extensa: rios, córregos cachoeiras, refúgios de animais silvestres, cavernas, sítios arqueológicos, balneários fluviais. As atividades esportivas também são as mais diversas na região, desde boia-cross, canoagem, canionismo, caminhadas contemplativas, pesca e solte, rafting, camping, trekking, ciclismo, escalada em rocha, trilhas, observação de espécies da fauna e da flora, quilombolas, ciclismo ecológico e até observação astronômica. Só não pode esquecer que não há infraestrutura de acesso e não espere luxo nos atrativos.

Um condomínio de casas redondas com telhados abobadados, do tipo bem diferente do que você está acostumado a ver. É o Condomínio Zigurats, distante 51 km em relação ao centro de Corguinho, no Km 88 da rodovia MS-080, onde funciona o Centro Tecnológico Zigurats comandado pelo Dakila Pesquisas.

Talvez você já tenha ouvido falar no Dakila Pesquisas. É um organismo fundado em 1997 com propósito de ser referência para o turismo científico, e tem Corguinho como sua sede. O local aberto para visitação tem recebido turistas de várias partes do Brasil e do exterior para observação e estudos de astronomia, geologia e climatologia. É difícil chegar até lá, mas vale a pena conhecer. É possível agendar sua visita pelo E-mail - atendimento@ctzbrasil.com - ou se informe pelo telefone (67) 3201-6902.

Interior de uma das casas do Condomínio Zigurats, em Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)Interior de uma das casas do Condomínio Zigurats, em Corguinho (Foto: Kisie Ainoã)
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